Desafios para a implementação do Programa de Planejamento Familiar em uma comunidade de baixa renda em Aracaju (Sergipe), Brasil

Bárbara de Alcântara Brito Maia, João Batista Cavalcante Filho, Valeska Holst Antunes

Resumo


Um estudo das características reprodutivas e do significado do planejamento familiar para mulheres em idade fértil e para a equipe de saúde que as assiste foi realizado em uma comunidade de baixa renda em Aracaju (SE). Na etapa descritiva, foram aplicados questionários estruturados a 90 usuárias de uma Unidade Básica de Saúde, por sorteio aleatório das pastas-família, contendo dados pessoais e da vida reprodutiva. Esta etapa foi seguida de uma abordagem qualitativa, na qual foram realizados grupos focais com seis usuárias e com a equipe de saúde, utilizando questionários semi-estruturados para avaliar a prática de planejamento familiar. As mulheres mostraram que conhecimento e oferta de métodos anticoncepcionais não garantem um planejamento familiar adequado. Mais de 97% das participantes referiram conhecer a camisinha, a pílula e o injetável, e 73,6% das sexualmente ativas praticam anticoncepção, mas 76% daquelas que já engravidaram referiram uma ou mais gestações não-planejadas. Nos grupos focais, outras abordagens do planejamento familiar, como assistência à pré-concepção, acesso ao homem e educação em saúde, mostraram que precisam ser trabalhadas pela equipe para que as usuárias programem melhor sua prole.


Palavras-chave


Planejamento Familiar; Anticoncepção; Medicina Reprodutiva; Educação em Saúde

Texto completo:

PDF/A


DOI: http://dx.doi.org/10.5712/rbmfc2(8)66

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Indexada em:

   

 

 

 
Apoio:
RBMFC está sob licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial 3.0 Brasil License.
Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC)
ISSN 2179-7994 (Online) - 1809-5909 (Impresso)
rbmfc@sbmfc.org.br
Rio de Janeiro - RJ - Brasil