https://rbmfc.org.br/rbmfc/issue/feed Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade 2020-06-04T00:32:45+00:00 Secretaria da RBMFC rbmfc@rbmfc.org.br Open Journal Systems <p>A Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC) é um periódico revisado por pares publicado pela&nbsp;<a href="https://www.sbmfc.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade</a>. Os artigos são publicados de forma contínua ao longo do ano, e podem ser lidos e redistribuídos gratuitamente. Autores em potencial devem tomar conhecimento das&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about">políticas editorias</a>&nbsp;da RBMFC, começando pelo&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about#focusAndScope">foco e escopo</a>&nbsp;do periódico e a&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about#sectionPolicies">política da seção pretendida</a>, facilitando a adesão às&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about/submissions#authorGuidelines">diretrizes para autores</a>.</p> <p>Atenciosamente,</p> <p>Prof. Dr. Thiago Dias Sarti</p> <p>Prof. Dr.&nbsp;Leonardo Ferreira Fontenelle</p> https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2369 Pesquisar para quê? 2020-05-21T15:01:46+00:00 Leonardo Ferreira Fontenelle leonardof@leonardof.med.br Thiago Dias Sarti tdsarti@gmail.com <p>Para contribuir com a atenção primária à saúde, a pesquisa em medicina de família e comunidade precisa evitar quatro fatores que têm levado ao desperdício da pesquisa biomédica em nível mundial: questões de pesquisa irrelevantes; métodos inadequados para alcançar os objetivos da pesquisa; lentidão e inadequação da publicação dos resultados; relato da pesquisa obscuro e pouco transparente. Neste editorial, introduzimos medidas para os autores garantirem o impacto de sua pesquisa, e apresentamos novas políticas editoriais da RBMFC.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2008 Adaptação transcultural do instrumento para exame do pé diabético em 3 minutos 2020-05-21T15:01:43+00:00 Maria Luiza Rennó Moreira Baldassaris malurenno@yahoo.com.br Beatriz Bertolaccini Martínez beatrizbbmartinez@gmail.com <p><strong>Introdução: </strong>O “How to do a 3-minute diabetic foot exam”, elaborado por Armstrong et al foi projetado para fornecer aos profissionais de saúde uma forma aprofundada, resumida e facilmente aplicável para avaliar os pés do paciente diabético na Atenção Primária à Saúde. <strong>Objetivo: </strong>Traduzir para a língua portuguesa, adaptar ao contexto cultural brasileiro e testar as propriedades de medidas deste instrumento. <strong>Métodos: </strong>Seguindo orientação padrão da literatura, o instrumento foi traduzido para o português, adaptado culturalmente e testado em relação à reprodutibilidade, validade de face, conteúdo e construto. Nas etapas de adaptação cultural e validação foram entrevistados 30 profissionais de saúde e 60 pacientes, respectivamente. <strong>Resultados: </strong>O instrumento foi adaptado ao contexto linguístico e cultural da população&nbsp;mantendo todas as características essenciais do instrumento original em Inglês e sendo preservadas as equivalências idiomática, semântica, conceitual e cultural. Todos os itens do instrumento apresentaram concordância calculado pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC) &gt; 0,9. O α de Cronbach foi de 0,67. O Coeficiente de Correlação Intraclasse interobservador foi de 0,73 (IC95%:0,58-0,85) e intraobservador foi de 0,65 (IC95%: 0,45-0,81), demostrando uma reprodutibilidade satisfatória. O instrumento e o teste do monofilamento apresentaram correlação positiva com significância estatística (ρ = 0,41; p &lt;0,01). <strong>Conclusão: </strong>Este trabalho traduziu para a língua portuguesa, adaptou ao contexto cultural brasileiro e testou as propriedades de medidas do instrumento americano: “How to do a 3-minute diabetic foot exam”.&nbsp;</p> 2020-02-12T19:33:28+00:00 Copyright (c) 2020 Maria Luiza Rennó Moreira Baldassaris, Beatriz Bertolaccini Martínez https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2078 Frequência de sofrimento emocional é elevada em pessoas com diabetes assistidas na atenção primária 2020-05-21T15:01:38+00:00 Juliana Andrade Goes juliana.andradegoes@gmail.com Karla Ferreira Rodrigues karla@furb.br Ana Carolina de Avila anacarolinadeavila@hotmail.com Aline Geisler alinegeisler@hotmail.com Amanda Maieski amaieski@furb.br Carlos Roberto de Oliveira Nunes cnunes@furb.br Joao Luiz Gurgel Calvet da Silveira jlgurgel@furb.br Ernani Tiaraju de Santa Helena erntsh@furb.br <p><strong>Introdução:</strong> Pessoas com diabetes podem sofrer com o estresse da doença e apresentar sentimentos como culpa, raiva, medo e depressão, que caracterizam o Sofrimento Emocional Específico da Diabetes. <strong>Objetivo:</strong> estimar a frequência desse sofrimento e seus fatores associados em pessoas assistidas na atenção primária em Blumenau, Santa Catarina. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de estudo transversal. Pessoas com diabetes assistidas por 4 equipes de saúde da família (n=196) responderam ao questionário “<em>Problems Areas in Diabetes</em>”, que apresenta 20 questões em 4 subdimensões, além de questões sobre suas características sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade) e clínicas (tempo de doença, uso de insulina e medicação antidepressiva). Estimou-se os escores de sofrimento geral e subdimensões com base na soma das respostas em escala de 0 (melhor) a 100 (pior). Mediu-se a frequência do sofrimento emocional grave (escore &gt;40) e sua associação com as variáveis de estudo por regressão logística não condicional. <strong>Resultados:</strong> Participaram 196 pessoas, 58,2% eram mulheres, 26,2% faziam uso de insulina e 20,6% de antidepressivos. A idade média foi de 61,6 anos, o tempo médio de tratamento de diabetes foi 9,5 anos. O escore médio de sofrimento emocional foi de 33,6 (dp=27,6) e mediana de 23,8. 36,2% dos participantes apresentaram sofrimento emocional grave. O sofrimento emocional grave se mostrou principalmente entre pessoas com 19 a 64 anos (OR=2,1, IC95%1,1 - 4,1), com tempo de doença de 2 a 5 anos (OR=6,4; IC95% 1,1 - 36,1) e 5 anos e mais (OR=5,4; IC95% 1,1 - 28,8) e em uso de medicação antidepressiva (OR=2,8 IC95% 1,3 - 6,0). <strong>Conclusão:</strong> Mais de um terço das pessoas com diabetes tem sofrimento emocional grave, marcadamente os adultos com mais tempo de doença e com tratamento para depressão. Sugere-se que essas pessoas tenham seu cuidado priorizado pelas equipes de saúde na atenção primária.</p> 2020-02-18T14:30:19+00:00 Copyright (c) 2020 Juliana Andrade Goes, Karla Ferreira Rodrigues, Ana Carolina de Avila, Aline Geisler, Amanda Maieski, Carlos Roberto de Oliveira Nunes, Joao Luiz Gurgel Calvet da Silveira, Ernani Tiaraju de Santa Helena https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2105 Elaboração e validação do protocolo de desprescrição do clonazepam em idosos 2020-05-21T21:54:19+00:00 André De Oliveira Baldoni andrebaldoni@ufsj.edu.br Priscilla Ferreira Zadra priscillazadra@gmail.com Luisa Gallo Vilar luisagallovilar@gmail.com Marcos Antonio Anacleto Junior marcosanacleto2479@gmail.com Ana Cristina de Lima Pimentel anapimentel@ufsj.edu.br João Victor Loreto Nalon jvloreto@gmail.com Isadora Montoaneli Bichara isadora.mbichara@gmail.com Tiago Marques dos Reis treis.pharm@gmail.com <p><strong>Introdução:</strong> Algumas alterações fisiológicas que ocorrem no indivíduo idoso favorecem o acúmulo e a intoxicação por medicamentos. Dentre estes, podemos citar a classe dos benzodiazepínicos, medicamentos que, apesar de amplamente prescritos, principalmente para tratamento de distúrbios do sono e ansiedade, são considerados potencialmente inapropriados para o uso em idosos. Portanto, a elaboração de protocolos para desprescrição desses medicamentos é estratégia necessária na gestão do cuidado dos pacientes geriátricos. Objetivo: Elaborar e validar um protocolo de desprescrição do clonazepam para idosos que fazem uso deste medicamento para ansiedade ou insônia. <strong>Métodos</strong>: Estudo metodológico, desenvolvido em duas etapas, sendo elas a elaboração e a validação do protocolo de desprescrição do clonazepam para idosos que fazem uso desse medicamento para ansiedade ou insônia, excetuando-se aqueles que preenchem os critérios de exclusão. A elaboração do protocolo resultou em três produtos: um fluxograma de desprescrição, um folheto sobre higiene do sono e um folheto contendo os benefícios da desprescrição do clonazepam sob supervisão médica. A validação do protocolo foi realizada por médicos especialistas, por meio da Técnica de Delphi. Já na validação dos folhetos, participaram, além dos especialistas, indivíduos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, que não fizessem uso do clonazepam. A partir dos resultados obtidos, foi analisada a concordância da avaliação por meio do Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC), uma vez que essa ferramenta objetiva medir o grau de concordância dos juízes participantes do processo de validação. <strong>Resultados:</strong> O fluxograma foi considerado validado após a segunda rodada de avaliação, pois todos os itens avaliados obtiveram CVC igual ou superior a 0,8 nesta rodada. Os folhetos foram considerados validados já na primeira rodada de avaliação, pois todos os itens também obtiveram CVC superior a 0,8 durante esta rodada. <strong>Conclusão</strong>: Considerando os resultados obtidos, o protocolo se apresenta como uma ferramenta importante ao guiar a conduta médica no processo de desprescrição do clonazepam.</p> 2020-03-16T19:24:31+00:00 Copyright (c) 2020 André De Oliveira Baldoni, Priscilla Ferreira Zadra, Luisa Gallo Vilar, Marcos Antonio Anacleto Junior, Ana Cristina de Lima Pimentel, João Victor Loreto Nalon, Isadora Montoaneli Bichara, Tiago Marques dos Reis https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2094 Cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária à saúde brasileira 2020-05-21T15:01:25+00:00 Caroline Wassmansdorf Mattos carolinewmattos@hotmail.com Rodrigo D'Agostini Derech dagostiniderech@gmail.com <p><strong>Introdução:</strong> A necessidade de cuidados paliativos aumentou no âmbito da atenção primária à saúde (APS) do Brasil. <strong>Objetivos:</strong> Caracterizar a prática de cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária brasileira. <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal e descritivo. Médicos de família e comunidade da APS do Brasil responderam a um questionário autoaplicável, com perguntas envolvendo os oito domínios das diretrizes do National Consensus Project for Quality Palliative Care. <strong>Resultados:</strong> Foram analisadas 87 respostas de médicos de família de 34 cidades brasileiras. A maioria dos entrevistados (92%) não teve uma disciplina de cuidados paliativos na graduação. Existe pouca utilização de ferramentas validadas para análise da dor e funcionalidade dos pacientes. Há pouca disponibilidade de equipe multidisciplinar capacitada na APS. Existe deficiência na comunicação do profissional com os pacientes e familiares. Há pouca disponibilidade de medicamentos para controle sintomático de dor e dispneia em pacientes sob cuidados paliativos na APS. <strong>Conclusão:</strong> Existe certa provisão de cuidados paliativos na APS brasileira, porém com insuficiência. Dificuldades na formação médica, pouca disponibilidade de insumos e material humano podem dificultar um melhor provimento de cuidados paliativos na APS brasileira.</p> 2020-03-23T20:00:49+00:00 Copyright (c) 2020 Caroline Wassmansdorf Mattos, Rodrigo D'Agostini Derech https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1991 A filosofia da Medicina de Família e Comunidade segundo Ian McWhinney e Roger Neighbour 2020-05-21T15:01:14+00:00 Beatriz Ramirez Jaco be.ramirezj@gmail.com Armando Henrique Norman ahnorman@hotmail.com <p><strong>Introdução:</strong> O presente artigo revisita os pressupostos filosóficos da Medicina de Família e Comunidade (MFC) a partir dos escritos de Ian McWhinney e Roger Neighbour. <strong>Objetivo:</strong> Fortalecer a discussão sobre as bases teóricas da MFC na academia e nos programas de residência em MFC. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de um ensaio reflexivo que compara e analisa dois dos principais livros da MFC: o clássico “Manual de Medicina de Família” de Ian McWhinney e “The inner physician: why and how to practise ‘Big Picture Medicine’” de Roger Neighbour. <strong>Resultados e Discussão:</strong> Ian McWhinney e Roger Neighbour utilizam a epistemologia de Thomas Kuhn para propor um paradigma diferente à medicina. Nesse processo, os autores desenvolveram propostas distintas, porém complementares, que optamos por categorizar em: (a) paradigma organísmico de McWhinney e quântico de Neighbour; (b) distinção entre a prática generalista e a do especialista focal; e (c) relação médico-paciente e consigo mesmo. <strong>Conclusão:</strong> Para navegar nas incertezas da prática generalista é necessário fomentar e refletir a respeito da essência do MFC, tanto nos cursos de graduação quanto nos programas de residência, para formar profissionais sensíveis à condição humana.</p> 2020-04-30T01:41:38+00:00 Copyright (c) 2020 Beatriz Ramirez Jaco, Armando Henrique Norman https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2036 Bioética, odontologia e atenção primária à saúde 2020-05-21T15:01:06+00:00 Renata Maria Colodette renatacolodette@gmail.com Tiago Ricardo Moreira tiago.ricardo@ufv.br Andréia Patrícia Gomes andreiapgomes@gmail.com Rodrigo Siqueira-Batista rsiqueirabatista@yahoo.com.br <p>Objetivo: O objetivo do presente estudo foi analisar se os cirurgiões-dentistas, que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) da Microrregião de Saúde de Viçosa-MG, Brasil, identificariam os problemas bioéticos narrados em um caso fictício apresentado e como lidariam como os mesmos em sua prática profissional. Métodos: Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, realizado através da aplicação de questionário semiestruturado a 48 odontólogos da microrregião. Foram realizadas (i) análise descritiva e (ii) análise de conteúdo de Laurence Bardin. Resultados: Na situação clínica apresentada, 85,4% dos participantes identificaram algum problema bioético, sendo a quebra de sigilo a mais relatada (59,6%). Entretanto, quando questionados sobre qual atitude tomariam, 50,0% dos entrevistados também quebrariam o sigilo em situação análoga. Conclusão: As dificuldades para o embasamento bioético na tomada de decisão, observadas nesse estudo, reafirmam a necessidade de implementação de ações de educação permanente para auxiliar os profissionais no reconhecimento e na correta deliberação frente aos problemas éticos que ocorrem na APS.</p> 2020-05-10T14:07:20+00:00 Copyright (c) 2020 Renata Maria Colodette, Tiago Ricardo Moreira, Andréia Patrícia Gomes, Rodrigo Siqueira-Batista https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2149 Programa Mais Médicos 2020-05-21T15:01:04+00:00 Pablo de Almeida Boiteux paboiteux@hotmail.com Thiago Dias Sarti thiagosarti@yahoo.com.br Rita de Cássia Duarte Lima ritacdl@gmail.com <p>Este artigo analisa os efeitos da inserção de uma médica cubana do Programa Mais Médicos nos processos de trabalho de uma equipe de Saúde da Família, discutindo suas contribuições e desafios à integralidade do cuidado em saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritivo-exploratória, do tipo estudo de caso, realizada em município do estado do Espírito Santo, Brasil, mediante utilização de observação participante, complementada com entrevistas em profundidade e um grupo focal. A análise dos dados foi fundamentada nas teorias do processo de trabalho e da produção intersubjetiva do cuidado em saúde. Os resultados indicam contribuições na ampliação de ações assistenciais e no fortalecimento dos vínculos entre equipe e usuários. Entre os desafios, a persistência de práticas segmentadas por categorias profissionais, subordinadas à figura e aos saberes (bio)médicos, com limitada interação interprofissional e equipe-comunidade na construção de projetos comuns de cuidado.</p> 2020-05-10T15:01:19+00:00 Copyright (c) 2020 Pablo de Almeida Boiteux, Thiago Dias Sarti, Rita de Cássia Duarte Lima https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2211 Mídia e saúde 2020-05-21T15:01:02+00:00 Camila Carvalho de Souza Amorim Matos camilacarvalhoamorim@gmail.com <p><strong>Introdução:</strong> A mídia é um importante elemento na construção de significados sobre os acontecimentos de saúde, influenciando nas crenças e na formação da opinião popular, tendo especial papel nos processos epidêmicos. No atual cenário epidemiológico do Brasil, que está vivenciando o recrudescimento do sarampo, reintroduzido no país em 2018, os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) devem estar instrumentalizados sobre os sentidos que estão sendo construídos pelos veículos de comunicação. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar o conteúdo midiático que está sendo produzido acerca do atual cenário epidemiológico do sarampo no Brasil, observando que sentidos estão sendo construídos e analisando-os criticamente, traçando um paralelo com o papel que a APS ocupa neste cenário, principalmente no que diz respeito à educação em saúde. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória, na qual realizou-se duas buscas através da ferramenta de busca online Google Notícias. Buscou-se pelo termo ‘sarampo’ e pelos termos ‘sarampo’ e ‘autismo’. Foram catalogados os 50 primeiros resultados, sendo o critério de inclusão que fossem notícias. Utilizou-se a análise de conteúdo, inicialmente, para categorização e inferência, porém foi necessário utilizar instrumentos da análise de discurso para aprofundar algumas subjetividades encontradas. <strong>Resultados:</strong> A busca retornou resultados das cinco regiões do país, todos com postura pró-vacina. A APS foi citada em praticamente todos os resultados encontrados, que frisavam a disponibilidade da vacina gratuitamente neste nível de atenção. As três áreas temáticas encontradas a partir da análise do material foram: “gravidade, sequelas e morte: a produção do sentido do medo”; “vacinação, medidas e ações; e “justificativas para a queda da cobertura vacinal, responsabilização do indivíduo e atribuição do cenário ao movimento antivacina”. <strong>Conclusão:</strong> Conclui-se que o atual cenário epidemiológico do sarampo tem sido encarado como unicausal, o que precisa ser revisto para que as campanhas governamentais e as ações das Equipes de Saúde da Família tornem-se mais efetivas. A estratégia do convencimento pelo medo ou pela obediência mostra-se ineficaz. Pouco ou nada se discute sobre as recentes políticas de desmonte do Sistema Único de Saúde, que têm impacto direto na cobertura da Estratégia de Saúde da Família. Também pouco foi discutido sobre questões de acesso. A compreensão deste cenário sob uma ótica multifacetada e contextualizada ao momento sociocultural e histórico é o ponto central para o sucesso do desfecho.</p> 2020-05-10T18:23:24+00:00 Copyright (c) 2020 Camila Carvalho de Souza Amorim Matos https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2082 Educação em saúde no aconselhamento contraceptivo para esterilização cirúrgica 2020-05-21T15:00:59+00:00 Éder José Franco ederjosefranco@hotmail.com Camila Marino Sorgi camila.marino2@gmail.com Fernanda Vieira Rodovalho Callegari fercallegari@ufscar.br Maristela Carbol maristela@carbol.com.br <p>Introdução: O planejamento reprodutivo deve levar em conta as condições de vidas das pessoas e garantir que possam decidir sobre sua reprodução de forma livre e esclarecida. Objetivo: Avaliar a atividade de educação em saúde no processo de aconselhamento contraceptivo para esterilização cirúrgica. Metódos: Trata-se de um estudo observacional descritivo, tipo inquérito. A pesquisa ocorreu no Centro Municipal de Especialidades Médicas da cidade de São Carlos, estado de São Paulo, com a participação dos usuários da atenção básica que manifestaram desejo pela esterilização cirúrgica e compareceram na atividade de educação em saúde, no período de setembro a dezembro de 2016. A coleta de dados foi por meio de questionário estruturado aplicado pelos pesquisadores ao término das atividades de educação em saúde. As respostas das questões foram armazenadas no programa Microsoft Excel 2010 para calcular frequências absolutas, relativas e médias. A análise dos dados quantitativos permitiu a interpretação descritiva das informações. Resultados: Foram realizadas seis atividades de educação em saúde com participação de 45 indivíduos, 26 mulheres (58%) e 19 homens (42%). A idade média das mulheres e dos homens foi 31,4 e 37,5 anos, respectivamente. A maioria tinha dois filhos vivos com o atual parceiro. Os motivos alegados para esterilização cirúrgica foram número suficiente de filhos, questões financeiras desfavoráveis e problemas de saúde da mulher. As dúvidas sobre métodos contraceptivos e procedimentos cirúrgicos foram problematizadas durante educação em saúde e nenhuma nova dúvida surgiu quando os participantes foram entrevistados. Após a educação em saúde, dois casais mostraram-se interessados pela mudança da laqueadura tubária para vasectomia. Chamou à atenção de duas mulheres o dispositivo intrauterino e o contraceptivo hormonal transdérmico, mas mantiveram a escolha pelo método definitivo. Conclusão: As atividades de educação em saúde permitiram aos usuários esclarecimentos de dúvidas sobre a esterilização cirúrgica e reflexão sobre a possibilidade de mudanças para outros métodos contraceptivos.</p> 2020-05-19T00:55:54+00:00 Copyright (c) 2020 Éder José Franco, Camila Marino Sorgi, Fernanda Vieira Rodovalho Callegari, Maristela Carbol https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2213 Espiritualidade e resiliência na atenção domiciliar 2020-05-21T15:00:57+00:00 Rafaela Brugalli Zandavalli rafaelazandavalli@gmail.com Júlia Barth dos Santos da Silveira julia.silveira@acad.pucrs.br Rubens Miqueletti Bueno rubensm.bueno@outlook.com Daniel Teixeira dos Santos danieltds1@gmail.com Eno Dias de Castro Filho enofilho@gmail.com Bruno Paz Mosqueiro brunopazmosqueiro@gmail.com <p>Introdução: A atenção domiciliar (AD) caracteriza-se por práticas de cuidado que realizam abordagem integral do paciente em seu contexto familiar, socioeconômico e cultural. Religiosidade e espiritualidade atuam como mecanismos de fortalecimento da resiliência. Objetivo: Avaliar a relação entre religiosidade e espiritualidade com resiliência em pacientes em AD de Unidades de Saúde de Atenção Primária à Saúde (US-APS) de Porto Alegre (RS), Brasil. Métodos: estudo quantitativo transversal e descritivo, incluindo 44 adultos de quatro US-APS em AD por condições crônicas e problemas de saúde controlados/compensados com alguma dependência para atividades da vida diária. Foram utilizadas escalas de religiosidade (DUREL), espiritualidade (ARES), resiliência (RS-14), funcionalidade (Katz), sintomas depressivos (PHQ-2), suporte social (mMOS-SS), classificação econômica (ABEP 2016) e grau de severidade das condições clínicas (CIRS-G). Resultados: Pacientes avaliados são majoritariamente de sexo feminino (72,7 %), idosas (média 74 anos), viúvas, brancas, de baixo estrato socioeconômico, baixa escolaridade, aposentadas, com tempo médio de 7,5 anos de restrição domiciliar e grau moderado de resiliência. Os entrevistados apresentam altos índices de religiosidade e espiritualidade, sendo que 90,9% apresentam alta religiosidade intrínseca e 79,6% realizam práticas religiosas privadas uma ou mais vezes ao dia. A maioria (88,6%) considera importante que sua religiosidade e espiritualidade seja abordada em seus atendimentos de saúde, mas somente 20,5% já foram questionados sobre tal temática. Resiliência associou-se à maior espiritualidade (B=0,44; p=0,02), controlando-se este efeito para suporte social e sintomas depressivos; e à maior idade (B=0,18; p=0,02). Conclusão: O estudo corrobora a relevância da dimensão de religiosidade e espiritualidade e indica seu papel na promoção de resiliência nesta população em AD. Recomenda-se a abordagem da religiosidade e espiritualidade com esses indivíduos, fortalecendo o cuidado integral preconizado pela APS.</p> 2020-05-19T01:51:01+00:00 Copyright (c) 2020 Rafaela Brugalli Zandavalli, Júlia Barth dos Santos da Silveira, Rubens Miqueletti Bueno, Daniel Teixeira dos Santos, Eno Dias de Castro Filho, Bruno Paz Mosqueiro https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2066 Cuidado compartilhado de pessoas vivendo com HIV/AIDS na Atenção Primária 2020-05-30T22:17:51+00:00 Vanessa Karoline Alves de Carvalho vanessa_kac@hotmail.com Dannielle Fernandes Godoi dannigodoi@gmail.com Filipe de Barros Perini fbperini@gmail.com Ana Cristina Vidor vidoranacris@gmail.com <p>Introdução: Buscando instituir ações para prevenir e reduzir a transmissão, melhorar o acesso ao tratamento e a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHIV), a rede municipal de saúde de Florianópolis implantou entre 2015 e 2016 uma nova forma de suporte em Infectologia para a Atenção Primária a Saúde (APS). Objetivo: Descrever os resultados encontrados no município no processo de descentralização e cuidado compartilhado de pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHIV) com a APS de Florianópolis. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo. Os dados foram obtidos de relatórios do prontuário eletrônico local e a partir de questionário estruturado aplicado junto aos médicos da APS de Florianópolis. Resultados: Entre 2014 e 2018, o número de atendimentos na APS relacionados ao cuidado de PVHIV teve um aumento expressivo, sobretudo após 2016, acompanhado de uma redução de 45,7% na proporção de encaminhamentos para infectologia após a implantação do apoio matricial em infectologia. Aliada à redução da taxa de encaminhamento evidenciou-se a habilidade na prescrição de Terapia Antirretroviral (TARV) por 100% dos médicos da APS entrevistados. Em relação à situação de acompanhamento de PVHIV, exclusivamente sob cuidados da APS, foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os médicos que fazem preceptoria em ensino na graduação e residência e os que são residentes ou tem formação específica em medicina de família e comunidade (MFC) em relação aos médicos sem formação específica. A proporção de médicos que se sentem seguros e confiantes em realizar esse tipo de atendimento na APS também foi significativamente maior entre os médicos que fazem preceptoria e são médicos de família e comunidade. Conclusões: A implantação do Apoio Matricial da Infectologia para a APS trouxe grande avanço para o município de Florianópolis, no que tange ao acesso e qualificação do cuidado das pessoas vivendo com HIV/AIDS. Os resultados foram mais significativos para os profissionais envolvidos com atividades de preceptoria e formação específica em MFC, o que reforça o papel da educação permanente na qualificação da coordenação do cuidado pela APS.</p> 2020-05-30T02:22:22+00:00 Copyright (c) 2020 Vanessa Karoline Alves de Carvalho, Dannielle Fernandes Godoi, Filipe de Barros Perini, Ana Cristina Vidor https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2263 Diminuição no uso de bebidas alcoólicas e a violência pelo parceiro íntimo 2020-06-04T00:32:45+00:00 Juliano Kazuo Yoshizawa julianomfc@gmail.com Lucas Nascimento lucas.nascimento02@outlook.com Pedro Iora pedroiora@hotmail.com Sandra Marisa Pelloso smpelloso@uem.br Maria Dalva de Barros Carvalho mdbcarvalho@gmail.com <p>Introdução: A violência praticada por parceiro íntimo refere-se ao comportamento de parceiros ou ex-parceiros íntimos que resulta em dano físico, sexual ou psicológico, incluindo agressão física, coerção sexual, abuso psicológico e comportamento controlador. Sabe-se que o etilismo está associado ao aumento de tal violência. Objetivo: Analisar se a acompanhante do paciente em abstinência alcoólica referia menor índice de violência nesse período em relação ao tempo em que o mesmo fazia abuso de álcool. Métodos: Estudo observacional transversal no qual foram selecionados homens ex-etilistas atendidos no CAPSad de Maringá e suas parceiras. Foi utilizado um questionário para violência contra parceiro (HITS) composto de 4 perguntas objetivas, cuja pontuação varia de 4 até 20. Valores iguais ou superiores a 10 indicam violência. Resultados: Foram entrevistadas 53 mulheres de diversas faixas etárias e escolaridades. Desse total, 84,9% das participantes apresentaram pontuações menores no teste com o parceiro em abstinência em relação ao período em que o mesmo estava em uso/abuso de álcool. Das mulheres 15,1% não notaram diferença no nível de violência do acompanhante, estivesse ele em uso ou em abstinência alcoólica. Conclusões: Demonstrou-se claramente que o fato de cessar o consumo de bebidas alcoólicas reduziu o índice de violência infligida pelo parceiro.</p> 2020-05-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Juliano Kazuo Yoshizawa https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1948 Estresse por calor na Atenção Primária à Saúde: uma revisão clínica 2020-05-21T15:01:41+00:00 Mayara Floss mayarafloss@hotmail.com Enrique Falceto Barros enriquefbarros@gmail.com <p><strong>Introdução: </strong>A exposição nociva ao calor ganha mais relevância com a progressão do aquecimento global antropogênico e a Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel crescente nesse cenário. No Brasil, as ondas de calor entre 2014 e 2015 duraram mais tempo que nos anos prévios, além disso, entre 2000-2015 a associação entre temperatura e hospitalizações variou de acordo com a duração da exposição ao calor. Nesse contexto, o objetivo desta revisão é realizar uma&nbsp; atualização sobre manejo clínico de patologias relacionadas ao calor na APS. <strong>Metodologia: </strong>Realizou-se a busca na base de dados ACCESSS, que utiliza a pirâmide 5.0 da assistência à saúde baseada em evidências. Foram identificados 103 sumários sintetizados para referência clínica com as palavras “Heat stress”, “Heat Stroke”, “Heat Wave” e “Heat Exhaustion”, mas apenas três entravam no escopo deste estudo. <strong>Resultados e Discussão: </strong>O estresse pelo calor é uma condição comum, negligenciada e evitável que afeta diversos pacientes, iniciando-se com uma má adaptação ao calor que se não for corrigida pode gerar uma cascata de eventos inflamatórios. O estresse pelo calor é caracterizado por sintomas inespecíficos, como mal-estar, cefaleia e náusea. O tratamento envolve o resfriamento do paciente e monitoramento, garantindo hidratação adequada. A exaustão pelo calor, se não tratada, pode evoluir para insolação, uma doença grave que pode levar ao coma e morte, envolvendo disfunção do sistema nervoso central - necessitando de um tratamento mais agressivo além do resfriamento.</p> 2020-02-14T20:53:07+00:00 Copyright (c) 2020 Mayara Floss, Enrique Falceto Barros https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1939 Infecção marinha 2020-05-30T22:17:50+00:00 Taynah Alves Rocha Repsold ttaynah@gmail.com Marcello Dala Bernardina Dalla marcellodallamfc@gmail.com Juliana da Silva Mariano jullie.mariano28@gmail.com <p>Introdução: Cidades litorâneas possuem atividades econômicas como a pesca e o turismo que promovem o contato com a água do mar e, consequentemente, a exposição a microrganismos raramente encontrados em outros contextos e muitas vezes de diagnóstico tardio, podendo resultar em morbidade ou morte significativa. Objetivo: Essa revisão da literatura objetiva mostrar a importância da suspeição da infecção marinha na Atenção Primária, sua etiologia, manifestações clínicas, tratamento, complicações e prevenção. Métodos: Foi realizada pesquisa em bases de dados eletrônicos (SciELO, Google Acadêmico, MEDLINE e PubMed). Resultados: Foram encontrados 135 artigos e vinte foram selecionados, referentes aos anos de 2003 a 2018. Observou-se escassez de estudos que avaliam a efetividade de esquemas de antibioticoterapia e sua duração necessária. Além disso, verificou-se a ausência de classificação no Código Internacional de Doenças (CID-10) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), fato que prejudica a notificação e estudos epidemiológicos sobre o assunto. Conclusão: É preciso incluir a infecção marinha no diagnóstico diferencial de casos de ferimentos crônicos de difícil diagnóstico, principalmente se houver histórico de exposição a ambiente marinho. Novos estudos se fazem necessários para avaliação da terapêutica adequada. Outrossim, é fundamental conscientizar a população quanto ao risco de infecção marinha e seus métodos de prevenção.</p> 2020-05-30T02:37:55+00:00 Copyright (c) 2020 Taynah Alves Rocha, Marcello Dala Bernardina Dalla, Juliana da Silva Mariano https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2012 Médicos de Família e Cuidados Paliativos 2020-05-21T15:01:35+00:00 Guilherme Gryschek ggryschek@gmail.com Erika Aguiar Lara Pereira ealpereira@gmail.com Gabriela Hidalgo bielahidalgo@gmail.com <p>O panorama epidemiológico atual mostra um aumento de doenças crônicas ameaçadoras à vida, tornando os Cuidados Paliativos essenciais à prática médica, em todos os níveis de atenção. O papel do médico de família na atenção primária à sáude motivou a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade a elaborar um currículo baseado em competências, que incluiu os Cuidados Paliativos. Ao analisar e discutir as competências em Cuidados Paliativos, os autores identificaram a necessidade de melhorias e propuseram competências novas e ampliadas. A revisão periódica do currículo deve contemplar as mudanças e avanços na prática do médico de família e atender às demandas de cuidado, incluindo levar Cuidados Paliativos a todos.</p> 2020-03-02T13:16:54+00:00 Copyright (c) 2020 Guilherme Gryschek, Erika Aguiar Lara Pereira, Gabriela Hidalgo https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2346 Programa Médicos pelo Brasil: mérito e equidade 2020-05-21T15:01:33+00:00 Lucas Wollmann lucasw.bm@gmail.com Otávio Pereira D'Avila otaviopereiradavila@gmail.com Erno Harzheim eharzheim@hcpa.edu.br <p>O Programa Médicos pelo Brasil (PMPB) foi lançado em 2019 pelo Ministério da Saúde com objetivo de ampliar a oferta de serviços médicos em locais de difícil provimento ou alta vulnerabilidade. As principais mudanças propostas no PMPB são: obrigatoriedade de registro no Conselho Federal de Medicina; alocação de vagas com prioridade para as pequenas e distantes cidades, contratação dos profissionais via CLT e formação qualificada em Medicina de Família e Comunidade (MFC), permitindo a titulação dos médicos após dois anos. Com essas mudanças, espera-se um aprofundamento na interiorização dos profissionais, com possibilidade efetiva de fixação, além da formação em larga escala de MFCs. A formação através da residência também será impulsionada, com incentivo financeiro municipal para esse fim, em consonância com as ações do novo financiamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS), o Programa Previne Brasil. O PMPB será executado pela Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps), um modelo inovador de gestão pública, que trará eficiência ao programa. Com essas características, o PMPB pretende oferecer um solução perene para a oferta de serviços médicos no âmbito da APS do Sistema Único de Saúde.&nbsp;</p> 2020-03-16T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Lucas Wollmann https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2354 Bases para a Reforma da Atenção Primária à Saúde no Brasil em 2019: mudanças estruturantes após 25 anos do Programa de Saúde da Família 2020-05-21T15:01:19+00:00 Erno Harzheim eharzheim@hcpa.edu.br Caroline Martins José dos Santos caroline.jose@saude.gov.br Otávio Pereira D’Avila otaviopereiradavila@gmail.com Lucas Wollmann lucasw.bm@gmail.com Luiz Felipe Pinto felipepinto.rio@medicina.ufrj.br <p>O ano de 2019 marcou a estruturação das bases para uma profunda reforma na Atenção Primária à Saúde (APS) do Brasil. Os desafios enfrentados através dessa reforma foram a falta de priorização política real da APS, o financiamento insuficiente da APS e focado na estrutura de serviços, os obstáculos ao acesso de primeiro contato, a escassez de profissionais qualificados, a necessidade de maior informatização da APS e a ausência de integração de dados clínicos, a fragilidade clínica e necessidade de ampliação do escopo profissional e a falta de informação de qualidade para tomada de decisão clínica e gerencial. Com ações direcionadas a cada um desses desafios, a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde criou estratégias sistêmicas e integradas entre si que&nbsp;representam mudanças estruturantes e investimentos em governança clínica para transformar a APS brasileira, garantindo mais e melhor saúde para a população, com mecanismos transparentes e técnicos para seu financiamento, organização, oferta, monitoramento e avaliação.</p> 2020-04-24T19:11:31+00:00 Copyright (c) 2020 Erno Harzheim, Caroline Martins José dos Santos, Otávio Pereira D’Avila, Lucas Wollmann, Luiz Felipe Pinto https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2455 O papel da atenção primária no combate ao Covid-19 2020-05-21T15:00:55+00:00 Luis Arthur Brasil Gadelha Farias luisarthurbrasilk@hotmail.com Matheus Pessoa Colares matheuspcolares@gmail.com Francisca Kalline de Almeida Barreto kallineabarreto@gmail.com Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti pamplona.luciano@gmail.com <p>A doença do novo Coronavírus (Covid-19) é causada pelo SARS-CoV-2 e representa o agente causador de uma doença potencialmente fatal que tem se revelado um problema de saúde pública global. A pandemia causada pelo Covid-19 tem causado prejuízos severos nos sistemas de saúde em diversos países. Diante do grande número de pessoas infectadas e da ausência de tratamento específico, várias nações têm enfrentado superlotação em seus hospitais. Com a confirmação de casos desta doença no Brasil, várias ações têm sido tomadas por gestores públicos e privados, tanto a nível hospitalar quanto em nível de atenção primária, a fim de minimizar os impactos para o Sistema Único de Saúde (SUS). O presente artigo apresenta uma breve análise do papel da atenção primária na luta contra o Covid-19 em âmbito nacional, além do impacto em saúde pública e das futuras perspectivas. Com base no grande número de pessoas infectadas no mundo e a experiência de diversos sistemas de saúde, torna-se imperativo a adaptação e adequação do SUS na condução de mecanismos de resposta para pandemia, sendo a atenção primária peça fundamental neste processo</p> 2020-05-19T02:13:53+00:00 Copyright (c) 2020 Luis Arthur Brasil Gadelha Farias, Matheus Pessoa Colares, Francisca Kalline de Almeida Barreto, Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1957 Bioética e residência em Medicina da Família e Comunidade 2020-05-21T15:01:27+00:00 Rodrigo Siqueira-Batista lmecs@ufv.br Keith Bullia da Fonseca Simas keithsimas.smsrio@gmail.com Lourdes Luzón lourdes.luzon@gmail.com Stefania Salvador Pereira Montenegro stefaniasalvadorpmontenegro@gmail.com Andréia Patrícia Gomes andreiapgomes@gmail.com <p>A Residência Médica (RM) é considerada o padrão-ouro em termos da especialização médica no país. A bioética integra o rol de disciplinas obrigatórias para a formação em nível de RM, merecendo destaque pela (i) crescente complexidade do trabalho em saúde e (ii) incipiente abordagem dos problemas éticos na formação dos profissionais da saúde. Com base nestas considerações, foi desenhada a primeira “Oficina de Formação em Bioética e Atenção Primária à Saúde”, para o Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade do Município do Rio de Janeiro (PRMFC-SMS-RJ), com o objetivo de fomentar o debate sobre os aspectos bioéticos da prática profissional na Atenção Primária à Saúde/Estratégia Saúde da Família (APS/ESF). O escopo do presente artigo é relatar a experiência e contribuir para as discussões sobre a necessária abordagem dos conflitos éticos para a excelência do cuidado em saúde na APS/ESF.&nbsp;</p> 2020-03-23T19:42:20+00:00 Copyright (c) 2020 Rodrigo Siqueira-Batista, Keith Bullia da Fonseca Simas, Lourdes Luzón, Stefania Salvador Pereira Montenegro, Andréia Patrícia Gomes https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2154 Um roteiro de entrevista clínica centrada na pessoa para a graduação médica 2020-05-21T15:01:16+00:00 Leandro David Wenceslau correiodoleandro@gmail.com Victor Kelles Tupy da Fonseca victorktf@gmail.com Luíza de Alcântara Dutra lualdutra@gmail.com Letícia Gonçalves Caldeira lele.caldeira@hotmail.com <p>O ensino de habilidades de comunicação clínica na graduação médica encontra nos princípios e componentes do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) uma referência importante para a definição de suas competências. No entanto, mesmo tendo contato com o MCCP em sua formação, é frequente que estudantes de medicina recorram à utilização da anamnese tradicional centrada na agenda médica como um roteiro mais seguro para realização de suas entrevistas. Propomos, como uma hipótese para essa dificuldade dos estudantes, a falta de uma tradução do MCCP em um roteiro padronizado de entrevista médica, especialmente para ensino na graduação. Neste relato, a partir de modelos de entrevista clínica centrada na pessoa (ECCP) selecionados da literatura internacional, apresentamos a primeira etapa de um roteiro de ECCP original, adaptado ao cenário brasileiro. O objetivo deste relato é oferecer uma referência de fácil utilização em língua portuguesa e que possa ser aprimorada pelos profissionais envolvidos com o ensino de comunicação clínica na educação superior no Brasil. Estudos empíricos ainda são necessários para endossar uma utilização mais ampla da proposta aqui apresentada.</p> 2020-04-30T00:11:32+00:00 Copyright (c) 2020 Leandro David Wenceslau, Victor Kelles Tupy da Fonseca, Luíza de Alcântara Dutra, Letícia Gonçalves Caldeira https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2111 O Acesso Avançado como estratégia de organização da agenda e de ampliação do acesso em uma Unidade Básica de Saúde de Estratégia Saúde da Família, município de Diadema, São Paulo 2020-05-21T15:00:52+00:00 Ferla Maria Simas Bastos Cirino ferlacirino@hotmail.com Douglas Augusto Schneider Filho dschneider@uol.com.br Lucia Yasuko Izumi Nichiata izumi@usp.br Lislaine Aparecida Fracolli lislaine@usp.br <p>Introdução: Pressionadas pela demanda e por agendas lotadas, equipes de saúde têm discutido estratégias de reorganização da agenda e ampliação do acesso. O Acesso Avançado vem ganhando espaço nesta discussão como uma estratégia desenvolvida nos Estados Unidos, que tem como princípio “Faça hoje o trabalho de hoje!”. Propôs-se descrever a influência da implantação do Acesso Avançado sobre acesso ao atendimento de usuários numa Unidade de Saúde da Família no município de Diadema. Métodos: Tratou-se de um relato de experiência da gerente da unidade no processo de implantação do Acesso Avançado, com a proposta de analisar as agendas e os relatórios de produção dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) no período de janeiro de 2017 a abril de 2018 e apresentar estatística descritiva da influência do Acesso Avançado sobre os atendimentos desses profissionais. O Acesso Avançado foi amplamente discutido com a equipe e com o conselho gestor, num processo de construção conjunta de fluxos e novas agendas. Resultados: Identificou-se aumento de 157% no número de usuários atendidos em consultas, passando de 1.048 em janeiro de 2017 para 2.694 atendimentos em abril de 2018, e queda de 13% para 2% na taxa de faltas dos usuários às consultas. Conclusão: Pôde-se demonstrar que a estratégia foi efetiva na ampliação do acesso ao serviço de saúde, gerando também efeitos positivos na organização da agenda e dos processos de trabalho das equipes. Espera-se contribuir e fomentar discussões acerca da otimização do acesso à Atenção Primária à Saúde (APS), suas complexidades e peculiaridades, e propor análise da influência do Acesso Avançado sobre os demais atributos da APS, particularmente nos atributos de longitudinalidade e integralidade do cuidado.</p> 2020-05-19T02:25:11+00:00 Copyright (c) 2020 Ferla Maria Simas Bastos Cirino, Douglas Augusto Schneider Filho, Lucia Yasuko Izumi Nichiata, Lislaine Aparecida Fracolli https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2461 Covid-19: avaliação remota em Atenção Primária à Saúde 2020-05-21T15:01:22+00:00 Trisha Greenhalgh trish.greenhalgh@phc.ox.ac.uk Gerald Choon Huat Koh naodisponivel@rbmfc.com.br Josip Car naodisponivel@rbmfc.com.br <p><strong>O que você precisa saber? </strong></p> <ul> <li class="show" style="text-align: justify;">A maioria dos pacientes com Covid-19 podem ser manejados remotamente com aconselhamento de manejo de sintomas e autoisolamento;</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Apesar da maioria das consultas poderem ser feitas por telefone, a imagem de vídeo fornece pistas adicionais visuais e a presença terapêutica do profissional de saúde para o paciente;</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Falta de ar é um sintoma preocupante, embora, hoje, não há ferramenta validada para avaliá-la remotamente;<br>Aconselhamento sobre rede de segurança para o paciente é crucial, uma vez que, alguns pacientes deterioram muito a sua condição de saúde em 2 semanas, mais comumente por pneumonia.</li> </ul> 2020-04-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Trisha Greenhalgh, Gerald Choon Huat Koh, Josip Car https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2157 Urbanorum spp 2020-05-21T15:01:11+00:00 Elisa Maria Michels Kruger lis.michels1@gmail.com <p><strong>Introdução: </strong>As enteroparasitoses são foco de investigações científicas no mundo todo. <em>Urbanorum spp</em>. foi reconhecido como parasita em 1994 no Peru, expandindo-se pela América do Sul. Relatado pela primeira vez no Brasil em 2018, Maranhão. Este relato apresenta o segundo caso no estado do Paraná. <strong>Relato de caso: </strong>Paciente masculino, 56 anos, 75kg, diabético, habitante de São José dos Pinhais, área urbana. Procura atenção primária por dor ao evacuar, tenesmo e cólica abdominal. Nega diarréia, febre, sangue nas fezes e viagem recente. Exame físico abdominal, hemograma e parcial de urina sem alterações. Parasitológico de fezes: <em>Urbanorum spp</em>. Prescrito Nitazoxanida 500mg 12/12h por 3 dias. Paciente retorna com melhora da sintomatologia e parasitológico de controle negativo. <strong>Conclusão: </strong>Atualmente a escassez de estudos primários prospectivos dificultam o delineamento clínico-epidemiológico e tratamento da parasitose. A disseminação do parasita entre extremos do país em curto intervalo de tempo, aliada à carência de saneamento básico criam um alerta para seu grande potencial epidêmico. Por isso, as políticas de saúde pública devem priorizar ações informativas e preventivas a fim de evitar surtos e complicações. A atenção primária à saúde é fundamental nesse contexto, justamente pela longitudinalidade e abrangência do cuidado.</p> 2020-05-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Elisa Maria Michels Kruger https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2285 Como focar a estratégia de busca na literatura relevante para a atenção primária 2020-05-21T15:01:08+00:00 Leonardo Ferreira Fontenelle leonardof@leonardof.med.br Diego José Brandão diegojbrandao@yahoo.com.br 2020-05-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Leonardo Ferreira Fontenelle, Diego José Brandão