Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade https://rbmfc.org.br/rbmfc <p>A Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC) é um periódico revisado por pares publicado pela&nbsp;<a href="https://www.sbmfc.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade</a>. Os artigos são publicados de forma contínua ao longo do ano, e podem ser lidos e redistribuídos gratuitamente. 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Neste editorial, introduzimos medidas para os autores garantirem o impacto de sua pesquisa, e apresentamos novas políticas editoriais da RBMFC.</p> Leonardo Ferreira Fontenelle Thiago Dias Sarti Copyright (c) 2020-01-31 2020-01-31 15 42 2319 2319 10.5712/rbmfc15(42)2369 Adaptação transcultural do instrumento para exame do pé diabético em 3 minutos https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2008 <p><strong>Introdução: </strong>O “How to do a 3-minute diabetic foot exam”, elaborado por Armstrong et al foi projetado para fornecer aos profissionais de saúde uma forma aprofundada, resumida e facilmente aplicável para avaliar os pés do paciente diabético na Atenção Primária à Saúde. <strong>Objetivo: </strong>Traduzir para a língua portuguesa, adaptar ao contexto cultural brasileiro e testar as propriedades de medidas deste instrumento. <strong>Métodos: </strong>Seguindo orientação padrão da literatura, o instrumento foi traduzido para o português, adaptado culturalmente e testado em relação à reprodutibilidade, validade de face, conteúdo e construto. Nas etapas de adaptação cultural e validação foram entrevistados 30 profissionais de saúde e 60 pacientes, respectivamente. <strong>Resultados: </strong>O instrumento foi adaptado ao contexto linguístico e cultural da população&nbsp;mantendo todas as características essenciais do instrumento original em Inglês e sendo preservadas as equivalências idiomática, semântica, conceitual e cultural. Todos os itens do instrumento apresentaram concordância calculado pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC) &gt; 0,9. O α de Cronbach foi de 0,67. O Coeficiente de Correlação Intraclasse interobservador foi de 0,73 (IC95%:0,58-0,85) e intraobservador foi de 0,65 (IC95%: 0,45-0,81), demostrando uma reprodutibilidade satisfatória. O instrumento e o teste do monofilamento apresentaram correlação positiva com significância estatística (ρ = 0,41; p &lt;0,01). <strong>Conclusão: </strong>Este trabalho traduziu para a língua portuguesa, adaptou ao contexto cultural brasileiro e testou as propriedades de medidas do instrumento americano: “How to do a 3-minute diabetic foot exam”.&nbsp;</p> Maria Luiza Rennó Moreira Baldassaris Beatriz Bertolaccini Martínez Copyright (c) 2020 Maria Luiza Rennó Moreira Baldassaris, Beatriz Bertolaccini Martínez https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-12 2020-02-12 15 42 2008 2008 10.5712/rbmfc15(42)2008 Frequência de sofrimento emocional é elevada em pessoas com diabetes assistidas na atenção primária https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2078 <p><strong>Introdução:</strong> Pessoas com diabetes podem sofrer com o estresse da doença e apresentar sentimentos como culpa, raiva, medo e depressão, que caracterizam o Sofrimento Emocional Específico da Diabetes. <strong>Objetivo:</strong> estimar a frequência desse sofrimento e seus fatores associados em pessoas assistidas na atenção primária em Blumenau, Santa Catarina. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de estudo transversal. Pessoas com diabetes assistidas por 4 equipes de saúde da família (n=196) responderam ao questionário “<em>Problems Areas in Diabetes</em>”, que apresenta 20 questões em 4 subdimensões, além de questões sobre suas características sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade) e clínicas (tempo de doença, uso de insulina e medicação antidepressiva). Estimou-se os escores de sofrimento geral e subdimensões com base na soma das respostas em escala de 0 (melhor) a 100 (pior). Mediu-se a frequência do sofrimento emocional grave (escore &gt;40) e sua associação com as variáveis de estudo por regressão logística não condicional. <strong>Resultados:</strong> Participaram 196 pessoas, 58,2% eram mulheres, 26,2% faziam uso de insulina e 20,6% de antidepressivos. A idade média foi de 61,6 anos, o tempo médio de tratamento de diabetes foi 9,5 anos. O escore médio de sofrimento emocional foi de 33,6 (dp=27,6) e mediana de 23,8. 36,2% dos participantes apresentaram sofrimento emocional grave. O sofrimento emocional grave se mostrou principalmente entre pessoas com 19 a 64 anos (OR=2,1, IC95%1,1 - 4,1), com tempo de doença de 2 a 5 anos (OR=6,4; IC95% 1,1 - 36,1) e 5 anos e mais (OR=5,4; IC95% 1,1 - 28,8) e em uso de medicação antidepressiva (OR=2,8 IC95% 1,3 - 6,0). <strong>Conclusão:</strong> Mais de um terço das pessoas com diabetes tem sofrimento emocional grave, marcadamente os adultos com mais tempo de doença e com tratamento para depressão. Sugere-se que essas pessoas tenham seu cuidado priorizado pelas equipes de saúde na atenção primária.</p> Juliana Andrade Goes Karla Ferreira Rodrigues Ana Carolina de Avila Aline Geisler Amanda Maieski Carlos Roberto de Oliveira Nunes Joao Luiz Gurgel Calvet da Silveira Ernani Tiaraju de Santa Helena Copyright (c) 2020 Juliana Andrade Goes, Karla Ferreira Rodrigues, Ana Carolina de Avila, Aline Geisler, Amanda Maieski, Carlos Roberto de Oliveira Nunes, Joao Luiz Gurgel Calvet da Silveira, Ernani Tiaraju de Santa Helena https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 15 42 2078 2078 10.5712/rbmfc15(42)2078 Elaboração e validação do protocolo de desprescrição do clonazepam em idosos https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2105 <p><strong>Introdução:</strong> Algumas alterações fisiológicas que ocorrem no indivíduo idoso favorecem o acúmulo e a intoxicação por medicamentos. Dentre estes, podemos citar a classe dos benzodiazepínicos, medicamentos que, apesar de amplamente prescritos, principalmente para tratamento de distúrbios do sono e ansiedade, são considerados potencialmente inapropriados para o uso em idosos. Portanto, a elaboração de protocolos para desprescrição desses medicamentos é estratégia necessária na gestão do cuidado dos pacientes geriátricos. Objetivo: Elaborar e validar um protocolo de desprescrição do clonazepam para idosos que fazem uso deste medicamento para ansiedade ou insônia. <strong>Métodos</strong>: Estudo metodológico, desenvolvido em duas etapas, sendo elas a elaboração e a validação do protocolo de desprescrição do clonazepam para idosos que fazem uso desse medicamento para ansiedade ou insônia, excetuando-se aqueles que preenchem os critérios de exclusão. A elaboração do protocolo resultou em três produtos: um fluxograma de desprescrição, um folheto sobre higiene do sono e um folheto contendo os benefícios da desprescrição do clonazepam sob supervisão médica. A validação do protocolo foi realizada por médicos especialistas, por meio da Técnica de Delphi. Já na validação dos folhetos, participaram, além dos especialistas, indivíduos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, que não fizessem uso do clonazepam. A partir dos resultados obtidos, foi analisada a concordância da avaliação por meio do Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC), uma vez que essa ferramenta objetiva medir o grau de concordância dos juízes participantes do processo de validação. <strong>Resultados:</strong> O fluxograma foi considerado validado após a segunda rodada de avaliação, pois todos os itens avaliados obtiveram CVC igual ou superior a 0,8 nesta rodada. Os folhetos foram considerados validados já na primeira rodada de avaliação, pois todos os itens também obtiveram CVC superior a 0,8 durante esta rodada. <strong>Conclusão</strong>: Considerando os resultados obtidos, o protocolo se apresenta como uma ferramenta importante ao guiar a conduta médica no processo de desprescrição do clonazepam.</p> André De Oliveira Baldoni Priscilla Ferreira Zadra Luisa Gallo Vilar Marcos Antonio Anacleto Junior Ana Cristina de Lima Pimentel João Victor Loreto Nalon Isadora Montoaneli Bichara Tiago Marques dos Reis Copyright (c) 2020 André De Oliveira Baldoni, Priscilla Ferreira Zadra, Luisa Gallo Vilar, Marcos Antonio Anacleto Junior, Ana Cristina de Lima Pimentel, João Victor Loreto Nalon, Isadora Montoaneli Bichara, Tiago Marques dos Reis https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-16 2020-03-16 15 42 2105 2105 10.5712/rbmfc15(42)2105 Cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária à saúde brasileira https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2094 <p><strong>Introdução:</strong> A necessidade de cuidados paliativos aumentou no âmbito da atenção primária à saúde (APS) do Brasil. <strong>Objetivos:</strong> Caracterizar a prática de cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária brasileira. <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal e descritivo. Médicos de família e comunidade da APS do Brasil responderam a um questionário autoaplicável, com perguntas envolvendo os oito domínios das diretrizes do National Consensus Project for Quality Palliative Care. <strong>Resultados:</strong> Foram analisadas 87 respostas de médicos de família de 34 cidades brasileiras. A maioria dos entrevistados (92%) não teve uma disciplina de cuidados paliativos na graduação. Existe pouca utilização de ferramentas validadas para análise da dor e funcionalidade dos pacientes. Há pouca disponibilidade de equipe multidisciplinar capacitada na APS. Existe deficiência na comunicação do profissional com os pacientes e familiares. Há pouca disponibilidade de medicamentos para controle sintomático de dor e dispneia em pacientes sob cuidados paliativos na APS. <strong>Conclusão:</strong> Existe certa provisão de cuidados paliativos na APS brasileira, porém com insuficiência. Dificuldades na formação médica, pouca disponibilidade de insumos e material humano podem dificultar um melhor provimento de cuidados paliativos na APS brasileira.</p> Caroline Wassmansdorf Mattos Rodrigo D'Agostini Derech Copyright (c) 2020 Caroline Wassmansdorf Mattos, Rodrigo D'Agostini Derech https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-23 2020-03-23 15 42 2094 2094 10.5712/rbmfc15(42)2094 Estresse por calor na Atenção Primária à Saúde: uma revisão clínica https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1948 <p><strong>Introdução: </strong>A exposição nociva ao calor ganha mais relevância com a progressão do aquecimento global antropogênico e a Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel crescente nesse cenário. No Brasil, as ondas de calor entre 2014 e 2015 duraram mais tempo que nos anos prévios, além disso, entre 2000-2015 a associação entre temperatura e hospitalizações variou de acordo com a duração da exposição ao calor. Nesse contexto, o objetivo desta revisão é realizar uma&nbsp; atualização sobre manejo clínico de patologias relacionadas ao calor na APS. <strong>Metodologia: </strong>Realizou-se a busca na base de dados ACCESSS, que utiliza a pirâmide 5.0 da assistência à saúde baseada em evidências. Foram identificados 103 sumários sintetizados para referência clínica com as palavras “Heat stress”, “Heat Stroke”, “Heat Wave” e “Heat Exhaustion”, mas apenas três entravam no escopo deste estudo. <strong>Resultados e Discussão: </strong>O estresse pelo calor é uma condição comum, negligenciada e evitável que afeta diversos pacientes, iniciando-se com uma má adaptação ao calor que se não for corrigida pode gerar uma cascata de eventos inflamatórios. O estresse pelo calor é caracterizado por sintomas inespecíficos, como mal-estar, cefaleia e náusea. O tratamento envolve o resfriamento do paciente e monitoramento, garantindo hidratação adequada. A exaustão pelo calor, se não tratada, pode evoluir para insolação, uma doença grave que pode levar ao coma e morte, envolvendo disfunção do sistema nervoso central - necessitando de um tratamento mais agressivo além do resfriamento.</p> Mayara Floss Enrique Falceto Barros Copyright (c) 2020 Mayara Floss, Enrique Falceto Barros https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-14 2020-02-14 15 42 1948 1948 10.5712/rbmfc15(42)1948 Médicos de Família e Cuidados Paliativos https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2012 <p>O panorama epidemiológico atual mostra um aumento de doenças crônicas ameaçadoras à vida, tornando os Cuidados Paliativos essenciais à prática médica, em todos os níveis de atenção. O papel do médico de família na atenção primária à sáude motivou a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade a elaborar um currículo baseado em competências, que incluiu os Cuidados Paliativos. Ao analisar e discutir as competências em Cuidados Paliativos, os autores identificaram a necessidade de melhorias e propuseram competências novas e ampliadas. A revisão periódica do currículo deve contemplar as mudanças e avanços na prática do médico de família e atender às demandas de cuidado, incluindo levar Cuidados Paliativos a todos.</p> Guilherme Gryschek Erika Aguiar Lara Pereira Gabriela Hidalgo Copyright (c) 2020 Guilherme Gryschek, Erika Aguiar Lara Pereira, Gabriela Hidalgo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-02 2020-03-02 15 42 2012 2012 10.5712/rbmfc15(42)2012 Programa Médicos pelo Brasil: mérito e equidade https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2346 <p>O Programa Médicos pelo Brasil (PMPB) foi lançado em 2019 pelo Ministério da Saúde com objetivo de ampliar a oferta de serviços médicos em locais de difícil provimento ou alta vulnerabilidade. As principais mudanças propostas no PMPB são: obrigatoriedade de registro no Conselho Federal de Medicina; alocação de vagas com prioridade para as pequenas e distantes cidades, contratação dos profissionais via CLT e formação qualificada em Medicina de Família e Comunidade (MFC), permitindo a titulação dos médicos após dois anos. Com essas mudanças, espera-se um aprofundamento na interiorização dos profissionais, com possibilidade efetiva de fixação, além da formação em larga escala de MFCs. A formação através da residência também será impulsionada, com incentivo financeiro municipal para esse fim, em consonância com as ações do novo financiamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS), o Programa Previne Brasil. O PMPB será executado pela Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps), um modelo inovador de gestão pública, que trará eficiência ao programa. Com essas características, o PMPB pretende oferecer um solução perene para a oferta de serviços médicos no âmbito da APS do Sistema Único de Saúde.&nbsp;</p> Lucas Wollmann Otávio Pereira D'Avila Erno Harzheim Copyright (c) 2020 Lucas Wollmann https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-16 2020-03-16 15 42 2346 2346 10.5712/rbmfc15(42)2346 Bioética e residência em Medicina da Família e Comunidade https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1957 <p>A Residência Médica (RM) é considerada o padrão-ouro em termos da especialização médica no país. A bioética integra o rol de disciplinas obrigatórias para a formação em nível de RM, merecendo destaque pela (i) crescente complexidade do trabalho em saúde e (ii) incipiente abordagem dos problemas éticos na formação dos profissionais da saúde. Com base nestas considerações, foi desenhada a primeira “Oficina de Formação em Bioética e Atenção Primária à Saúde”, para o Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade do Município do Rio de Janeiro (PRMFC-SMS-RJ), com o objetivo de fomentar o debate sobre os aspectos bioéticos da prática profissional na Atenção Primária à Saúde/Estratégia Saúde da Família (APS/ESF). O escopo do presente artigo é relatar a experiência e contribuir para as discussões sobre a necessária abordagem dos conflitos éticos para a excelência do cuidado em saúde na APS/ESF.&nbsp;</p> Rodrigo Siqueira-Batista Keith Bullia da Fonseca Simas Lourdes Luzón Stefania Salvador Pereira Montenegro Andréia Patrícia Gomes Copyright (c) 2020 Rodrigo Siqueira-Batista, Keith Bullia da Fonseca Simas, Lourdes Luzón, Stefania Salvador Pereira Montenegro, Andréia Patrícia Gomes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-23 2020-03-23 15 42 1957 1957 10.5712/rbmfc15(42)1957