Políticas Editoriais

Foco e Escopo

A Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC) tem como missão contribuir para o desenvolvimento acadêmico da atenção primária à saúde, com ênfase na medicina de família e comunidade.

A RBMFC publica artigos relevantes para o médico de família e comunidade, bem como para outros profissionais da atenção primária à saúde. Desde que atendam a esse foco, aceitam-se artigos de todo o espectro da pesquisa em atenção primária: básica (desenvolvimento de ferramentas para pesquisa em atenção primária), clínica (visando informar a prática clínica), de serviços de saúde (visando qualificar a atenção à saúde), de sistemas de saúde (visando qualificar políticas e sistemas de saúde) e educacional (visando melhorar a educação na área). A RBMFC não aceita pesquisas envolvendo animais.

Além de publicar pesquisa, a RBMFC também propicia o intercâmbio entre profissionais da atenção primária à saúde, publicando seções como revisões clínicas, casos clínicos, relatos de experiência e perspectivas. Mais informações nas Políticas de Seção.

A RBMFC considera para publicação artigos originais, que não estejam em avaliação por outros periódicos científicos – com a exceção da seção Artigos traduzidos, que só aceita artigos encomendados. A publicação prévia do manuscrito em outros formatos, como os preprints ou monografias (trabalhos de conclusão de curso, dissertações, teses) não configura publicação duplicada, e não impede a submissão à RBMFC.

 

Políticas de Seção

ARTIGOS DE PESQUISAS

Esta seção inclui pesquisa original, ensaios e reviões. A pesquisa original pode usar métodos quantitativos, qualitativos ou mistos; os ensaios podem ser teóricos ou metodológicos; e as revisões podem ser sistemáticas, de escopo ou integrativas. “Revisões baseadas na evidência” são consideradas revisões sistemáticas sem metanálise e serão avaliadas de acordo. Revisões narrativas tradicionais não são consideradas artigos de pesquisa; ver as seções Revisões Clínicas e Perspectiva.

O resumo deve ter até 400 palavras, e ser estruturado em Introdução, Objetivo, Métodos, Resultados e Conclusões. O texto principal deve ser redigido de forma objetiva, com um tamanho recomendado de até 3,5 mil palavras, e ser estruturado em Introdução, Métodos, Resultados, Discussão e (opcionalmente) Conclusão. A discussão deve contemplar as seguintes questões: (1) Resumo dos principais achados; (2) Fortalezas e limitações; (3) Comparação com a literatura; e (4) Implicações para pesquisa e/ou prática profissional. A estrutura do resumo e do texto principal pode ser adaptada seguindo diretriz da EQUATOR Network (ver Dados abertos e reprodutibilidade) ou mediante justificativa, apresentada em comentário ao editor durante o preenchimento do formulário de submissão. Ensaios têm maior flexibilidade na estrutura do texto principal, mas devem trazer análises robustas e mensagens claras.

Manuscritos submetidos a esta seção devem atender às políticas sobre Ética em pesquisa e Dados abertos e reprodutibilidade.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

ARTIGOS DE REVISÃO CLÍNICA

Esta seção inclui revisões narrativas para atualização da prática clínica. Enquanto revisões sistemáticas (publicadas na seção Artigos de pesquisa) respondem a questões bem delimitadas, as revisões clínicas atualizam o leitor sobre algum tema clínico de interesse.

Artigos de revisão clínica aliam a melhor evidência clínica à experiência profissional dos autores, com ênfase em desfechos orientados aos pacientes. As revisões clínicas devem citar as principais e mais recentes revisões sistemáticas e diretrizes clínicas derivadas sistematicamente, bem como pesquisa original quando for necessário. Opcionalmente, as revisões clínicas podem trazer uma avaliação formal das evidências, em um quadro listando as principais recomendações, as respectivas citações e a classificação Strength of Recommendation Taxonomy (SORT). A RBMFC publicou um guia de como preparar uma revisão clínica.

O resumo deve ter até 250 palavras, condensar o conteúdo do artigo, e não ser estruturado. O texto principal deve ter um tamanho recomendado de até 2,5 mil palavras, e ser redigido tendo em mente a prática clínica do médico de família e comunidade. O texto principal consiste em Introdução, Métodos, outras seções, e Considerações finais. A introdução delimita o tema (“do que se trata”) e justifica sua importância (epidemiologia na comunidade ou no consultório, impacto sobre a qualidade de vida, etc). Os métodos descrevem a estratégia de busca, as bases de dados consultadas e a data da busca. Em vez de “Resultados e Discussão”, a revisão clínica deve ter seções mais adequadas ao tema específico, articulando experiência profissional às evidências encontradas; uma opção frequentemente útil são as seções “Avaliação” (ou “Diagnóstico”) e “Recomendações”. Recomenda-se fortemente que o artigo tenha um fluxograma para avaliação e/ou manejo, dentre outras ilustrações. As considerações finais podem trazer perspectivas futuras e pontuam incertezas ou discrepâncias.

As submissões para esta seção deverão ser feitas preferencialmente em língua portuguesa.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

CASOS CLÍNICOS

Esta seção publica artigos relatando casos clínicos que contribuam significativamente para o conhecimento médico, por exemplo indicando a necessidade de mudanças na prática clínica. Séries de casos são consideradas pesquisa, e devem ser submetidas à seção Artigos de pesquisa.

Os artigos devem trazer as informações recomendadas pelas diretrizes CARE. O resumo tem até 200 palavras, e é estruturado em Introdução, Apresentação do caso e Conclusões. O texto principal tem um tamanho recomendado de até 2 mil palavras, e deve ser estruturado em Introdução, Apresentação do caso, Discussão e Conclusão. O grupo CARE também tem dicas importantes sobre como escrever um caso clínico.

A seção Ética em pesquisa traz instruções importantes para a submissão de casos clínicos – apesar de casos clínicos não serem considerados pesquisa.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

RELATOS DE EXPERIÊNCIA

Esta seção publica relatos de experiência em melhoria na gestão da clínica ou educação médica na atenção primária à saúde, desde que contribuam significativamente para o conhecimento sobre o assunto. Avaliação de serviços de saúde é considerada pesquisa original, e deve ser submetida à seção Artigos de pesquisa.

A redação do relato de experiência deve seguir as diretrizes SQUIRE. O resumo deve ter até 300 palavras, e ser estruturado em Problema, Método, Resultados e Conclusão. O texto principal tem um tamanho recomendado de até 3 mil palavras, e deve ser dividido em Introdução (descrição do problema; conhecimento disponível; justificativa; objetivos específicos), Métodos (contexto; intervenção; estudo da intervenção; medidas; análise; considerações éticas), Resultados e Discussão (sumário; interpretação; limitações; conclusões), conforme explicado nas diretrizes mencionadas.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

PERSPECTIVAS

Esta seção publica análises, reflexões, pontos de vista e discussões sobre temas pertinentes à medicina de família e comunidade e/ou atenção primária à saúde, incluindo temas anteriormente direcionado para as seções “histórias da linha de frente”, “otimizando o cuidado” e “espaço aberto”. Os artigos devem acrescentar conhecimento significativo à literatura e apresentar mensagens claras.

Os resumos não são estruturados, e têm até 150 palavras. O texto principal deve ter até 2 mil palavras, e o formato é livre.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

ARTIGOS TRADUZIDOS

Fruto de parceria com a British Journal of General Practice, esta seção republica artigos estrangeiros que possibilitem a reflexão sobre a realidade brasileira, acompanhados de uma discussão. A RBMFC dedicou um editorial à seção em 2017.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

RESENHAS

Esta seção publica análises críticas de livros, filmes e demais produções, lançadas nos últimos 3 anos, no Brasil ou em outros países, relacionadas à medicina de família e comunidade, atenção primária à saúde ou temáticas de relevância para o desenvolvimento de sistemas de saúde e práticas de saúde de interesse para o campo da MFC/APS.

As resenhas devem ser iniciadas com a referência bibliográfica da publicação analisada, e seu tamanho recomendado é de até 1,5 mil palavras. Os resumos devem ter até 150 palavras, e não serem estruturados. O artigo deve usar poucas referências, até 10.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

EDITORIAL

Esta seção publica comentários dos editores ou encomendados de terceiros.

Não verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

CARTAS AO EDITOR

Esta seção publica comunicações breves discutindo artigos publicados pela RBMFC. O objetivo é fazer uma revisão por pares pós-publicação, por exemplo destacando implicações ou limitações que não tenham sido discutidas pelos autores.

Cartas ao editor devem ser sucintas (até 600 palavras), e o artigo sendo discutido deve ser o primeiro (ou único) a ser citado. Não há resumo.

Verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares

DOCUMENTOS DA SBMFC

Esta seção publica documentos oficiais de colegiados ligados à Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

Os resumos não são estruturados, e têm até 200 palavras.

Verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares
 

Processo de Avaliação pelos Pares

Quando um manuscrito é submetido à RBMFC, ele é avaliado por um editor com relação à adequação ao escopo da revista; adequação às instruções aos autores; ausência de plágio; e qualidade do conteúdo e da redação. Manuscritos adequados ao escopo da revista e às instruções aos autores, sem evidência de plágio (ou outras formas de má conduta acadêmica) e com conteúdo e apresentação razoáveis são encaminhados para revisão por dois ou mais avaliadores revisores ad hoc, salvo exceções previstas nas Políticas de Seção.

Os avaliadores ad hoc são selecionados pelos editores em função de notório conhecimento nos temas e/ou métodos do manuscrito, bem como bom desempenho na avaliação de manuscritos anteriores. Em linhas gerais, os avaliadores devem ajudar os autores a melhorar seus manuscritos, e ajudar os editores a tomar suas decisões. No entanto, a decisão de publicar um manuscrito compete apenas aos editores, que têm inclusive a liberdade de ocasionalmente desconsiderar uma avaliação e/ou convocar um avaliador adicional.

Na RBMFC, a avaliação dos manuscritos é duplo-cega: os autores não sabem quem são os avaliadores ad hoc, e vice-versa. Além disso, um avaliador não sabe quem é o outro. As interações são mediadas pelos editores, os únicos que conhecem a identidade de autores e avaliadores. A comunicação entre editores e avaliadores é sempre realizada através da plataforma eletrônica da RBMFC, cujas mensagens têm instruções passo a passo quando necessário.

Os manuscritos são considerados propriedade dos autores, e os avaliadores trabalham sob confidencialidade, de forma que os avaliadores não devem delegar a avaliação ou discutir o manuscrito com terceiros. Caso o avaliador considere valiosa a opinião de um colega sobre o manuscrito, deve comunicar ao editor para que este convide o colega para também avaliar o manuscrito. A RBMFC não publica nem as avaliações do manuscrito, nem as versões pré-publicação. No entanto, após a decisão editorial, usualmente o editor compartilha com os avaliadores ad hoc tanto a decisão editorial quanto as avaliações que lhe deram suporte (mantendo o anonimato dos avaliadores), de forma a um avaliador aprender com o trabalho do outro.

Desde 2018, o trabalho dos avaliadores é reconhecido por meio da publicação anual do nome e da afiliação institucional dos avaliadores ad hoc que atuaram naquele ano. Também é possível solicitar declarações do trabalho prestado.

Pesquisadores interessados em atuar na RBMFC como avaliadores ad hoc devem ler o restante das Políticas da RBMFC e entrar em contato com a secretaria executiva da RBMFC.

A avaliação pós-publicação é feita na seção Cartas ao editor.

Caso algum autor queira questionar o parecer de um avaliador, deverá entrar em contato com o editor responsável pelo manuscrito. Caso queira questionar uma decisão editorial, deverá entrar em contato com a secretaria executiva, para que outro editor possa analisar o questionamento.

 

Periodicidade

Formato de documentos dos arquivos em PDF/A tamanho A4.

A RBMFC é publicada de forma contínua de janeiro a dezembro.

 

 

Política de Acesso Livre

A RBMFC publica todos os seus artigos imediatamente (sem embargo) sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. Essa forma de acesso livre é denominada “via dourada”, ou então “via platina” para enfatizar o fato de o periódico não cobrar taxa de submissão ou publicação.

Naturalmente, os autores são livres para arquivar em repositórios pessoais institucionais não apenas o manuscrito (como na “via verde”), mas também a versão final do artigo (categoria “azul” do Diadorim).

 

Arquivamento

A RBMFC participa da PKP Preservation Network. Essa rede utiliza o sistema LOCKSS para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração.

 

Conflitos de Interesse

A RBMFC adota a definição do ICMJE para conflito de interesse: é quando o julgamento profissional sobre um interesse primário, como o bem-estar dos pacientes ou a validade da pesquisa, é potencialmente influenciado por um interesse secundário, como ganho financeiro. Em caso de dúvida, deve-se considerar haver conflito de interesse, pois a percepção de um conflito de interesse é tão importante quanto sua materialidade. Não existem conflitos de interesse “potenciais”.

Relações financeiras, como emprego ou propriedade de ações, são os conflitos de interesse mais facilmente identificáveis. No entanto, existem outras fontes de conflitos de interesse, como relações ou rivalidades pessoais, competição acadêmica ou crenças intelectuais, políticas ou religiosas.

Autores devem relatar conflitos de interesse utilizando o respectivo campo no formulário de submissão. Da mesma forma, avaliadores ad hoc devem informar conflitos de interesse no formulário de avaliação, e declinar o convite em caso de conflito de interesse significativo.

 

Autoria e Colaboração

Conforme definido pelo ICMJE, a autoria de um trabalho se baseia no atendimento a estes quatro critérios:

  1. Contribuições substanciais para a concepção ou delineamento do trabalho, ou a aquisição, análise ou interpretação dos dados; E
  2. Elaboração do rascunho do trabalho, ou sua revisão crítica para conteúdo intelectual importante; E
  3. Aprovação final da versão a ser publicada; E
  4. Concordância em prestar contas de todos os aspectos do trabalho, assegurando que as questões relacionadas à acurácia ou integridade de qualquer parte do trabalho sejam devidamente investigadas e resolvidas.

Qualquer pessoa atendendo aos quatro critérios deve ser listada como autora durante o preenchimento do formulário de submissão. Pessoas que atendendo a apenas três ou menos critérios  não são consideradas autoras, mas também devem ter sua colaboração reconhecida conforme descrito no Preparo do manuscrito. A correta identificação de quem deve ser listado como autor ou colaborador é responsabilidade coletiva dos autores; não cabe à RBMFC arbitrar conflitos de autoria.

No momento da submissão, os autores deverão declarar o atendimento aos critérios de autoria. Além de ser responsável pelo seu próprio trabalho, cada autor deve ser capaz de identificar a contribuição de cada coautor, e estar confiante na integridade dessas contribuições.

O autor correspondente é responsável pela comunicação com o corpo editorial, e seu endereço de e-mail é listado como contato no artigo final.

 

Ética em Pesquisa

Pesquisas envolvendo seres humanos devem ser conduzidas e relatadas em acordo com a Declaração de Helsinque de 2013. Além disso, se realizadas no Brasil, tais pesquisas devem atender à Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 466, de 12 de dezembro de 2012, ou a Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016, conforme apropriado; pesquisas realizadas em outros países devem seguir a legislação equivalente aplicável à respectiva jurisdição. Normalmente, isso inclui aprovação da pesquisa por um comitê de ética em pesquisa e assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) pelos participantes ou seus representantes.

Os autores devem empreender todos os esforços razoáveis para manter confidencial a identidade dos pacientes ou participantes da pesquisa. Além disso, a publicação de casos clínicos ou de dados individuais (não agregados) de participantes de pesquisa é condicionada à previsão dessa publicação no TCLE, a não ser que a lei local diga o contrário. Como recomendado pelo Committee on Publication Ethics, a RBMFC deixou de exigir que os autores de casos clínicos enviem o TCLE preenchido pelo paciente ou responsável, por entender que a posse pelos autores é a melhor forma de preservar o anonimato do paciente.

Quando aplicável, a obtenção de aprovação ética e/ou consentimento escrito deverá ser informada nos Métodos no próprio manuscrito, conforme descrito Condições de Submissão e em Dados abertos e reprodutibilidade.

Após a publicação de um artigo, eventuais suspeitas de infração ética ou outra forma de má conduta científica deverão ser informadas à secretaria executiva, com todos os detalhes relevantes, para que os editores possam apurar a suspeita e tomar as devidas providências. Excepcionalmente, os editores-chefes da RBMFC poderão compartilhar, com editores-chefes de outras revistas ou instituições dos autores, informação sobre artigos em avaliação ou publicados se, e na medida em que, isso for necessário para prevenir ou responder a uma suspeita de falha ética ou outra forma de má conduta científica.

 

Dados abertos e reprodutibilidade

A RBMFC implementa parcialmente as diretrizes Transparency and Openness Promotion. Exceto onde indicado, estas políticas se aplicam aos Artigos de pesquisas.

Padrões de citação. A RBMFC recomenda que os conjuntos de dados e códigos de programas utilizados sejam citados no texto e listados na seção de referências, incluindo quando possível um identificador persistente como o Digital Object Identifier (DOI). Confira o estilo Vancouver para citação de conjuntos de dados.

Transparência de dados, métodos analíticos e materiais de pesquisa. Conforme exigido pelo ICMJE, desde 1º de junho de 2018 os autores de ensaios clínicos devem informar nos Métodos o plano de compartilhamento de dados; esse plano de compartilhamento de dados deve estar incluso no pré-registro do estudo (ver adiante) para ensaios clínicos começando a recrutar pacientes a partir de 1º de janeiro de 2019. Para os demais tipos de estudo, isso é apenas uma recomendação. Conforme descrito pelo ICMJE, os planos de compartilhamento de dados devem indicar:

  • Se dados de participantes anonimizados individuais (incluindo dicionários de dados) serão compartilhados;
  • Que dados em particular serão compartilhados;
  • Se documentos adicionais relacionados estarão disponíveis, tais como protocolo do estudo, plano de análise estatística, métodos etc. (ver Pré-registro dos planos de análise);
  • Quando os dados serão disponibilizados e por quanto tempo;
  • Por quais critérios de acesso os dados serão compartilhados, incluindo com quem, para quais tipos de análises, e por qual mecanismo.

A declaração sobre o compartilhamento dos métodos analíticos (código executado pelo programa de estatística) efetivamente utilizados e dos materiais de pesquisa é apenas uma recomendação para todos os tipos de pesquisa.

Análises secundárias de ensaios clínicos devem atestar nos Métodos a utilização dos dados em conformidade a quaisquer termos acordados por ocasião do recebimento dos dados. Isso é apenas uma recomendação para outros tipos de estudo.

Transparência do projeto e análise. Os autores devem relatar pesquisas originais, revisões sistemáticas, casos clínicos e relatos de experiência utilizando diretrizes relevantes listadas na EQUATOR Network. Por exemplo: CONSORT para ensaios controlados randomizados; STROBE para estudos quantitativos observacionais; PRISMA para revisões sistemáticas; COREQ ou SRQR para pesquisa qualitativa; CARE para casos clínicos; SQUIRE para relatos de experiência; bem como as respectivas extensões quando cabíveis. Durante a submissão do manuscrito, os autores deverão confirmar ter utilizado as diretrizes de relato relevantes. Sempre que apropriado, os autores devem citar nos Métodos a diretriz de relato utilizada, para que leitores atuais e futuros possam julgar a adequação dos relatos de acordo com os padrões da época.

Pré-registro de estudos. Ensaios clínicos devem ter sido incluídos em um registro público de ensaios clínicos antes do recrutamento do primeiro participante. Conforme definido pela Organização Mundial da Saúde, considera-se ensaio clínico qualquer pesquisa que designe prospectivamente participantes humanos (individualmente ou em grupo) para uma ou mais intervenções relacionadas à saúde para avaliar os efeitos sobre desfechos relativos à saúde. Aceitam-se como registros públicos de ensaios clínicos o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos e outros integrantes primários da International Clinical Trials Registry Platform, além do ClinicalTrials.gov. O número de inscrição no registro deverá constar no resumo e nos métodos do ensaio clínico.

O registro prévio de estudos observacionais (nos registros públicos listados acima) ou revisões sistemáticas (PROSPERO) não é atualmente exigido, mas é recomendado e deve ser mencionado quando feito.

Pré-registro dos planos de análise. A RBMFC recomenda que os autores indiquem na seção Métodos do manuscrito se a pesquisa conduzida foi ou não pré-registrada com um plano de análise em um repositório institucional independente como Open Science Framework ou ClinicalTrials.gov. A inclusão de um plano de análise envolve a especificação da sequência de análises ou o modelo estatístico que será reportado. Caso os autores tenham feito pré-registro da pesquisa, eles devem:

  1. Citar nos Métodos o plano de análise pré-registrado;
  2. Relatar as análises pré-registradas ou, em caso de alteração nas mesmas, descrever e justificar as mudanças;
  3. Claramente distinguir no texto análises pré-registradas das não pré-registradas, assim como separar nos resultados as análises confirmatórias das exploratórias.

Estudos de replicação. A RBMFC recomenda a submissão de estudos de replicação, particularmente de pesquisa previamente publicada neste periódico.



Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia