Confiabilidade e validade da codificação CIAP-2 por estudantes de medicina

Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde/classificação, Variações Dependentes do Observador, Reprodutibilidade dos Testes, Educação de Graduação em Medicina, Estágio Clínico

Resumo

Objetivo: Estimar a confiabilidade e a validade da codificação de motivos de consulta e problemas por estudantes utilizando a Classificação Internacional da Atenção Primária, 2ª edição (CIAP-2). Métodos: Para cada encontro supervisionado durante todo um semestre, três professores médicos de família e comunidade registraram os motivos de consulta e problemas em um questionário usando texto livre. Dois de quatro estudantes de medicina e um professor codificaram cada motivo de consulta ou problema usando a CIAP-2. No começo do estudo, houve duas seções de padronização com três horas de duração, até os professores julgarem que os estudantes estavam prontos para a codificação. Após todos os motivos de consulta e problemas terem sido codificados independentemente, os sete codificadores resolveram os códigos definitivos por consenso. Definiu-se confiabilidade como concordância entre estudantes, e validade como a concordância destes com os códigos definitivos; essa concordância foi estimada com o AC1 de Gwet. Resultados: Após a exclusão dos encontros codificados antes da última sessão de padronização, a amostra consistiu em 149 encontros consecutivos, somando 262 motivos de consulta e 226 problemas. A codificação teve confiabilidade moderada a substancial (AC1 0,805; IC 95% 0,767–0,843) e validade substancial (AC1 0,864; IC 95% 0,833–0,891). Conclusão: Estudantes de medicina podem codificar motivos de consulta e problemas com a CIAP-2 se forem adequadamente treinados.

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Biografia do Autor

Leonardo Ferreira Fontenelle, Universidade Vila Velha

Médico de família e comunidade, mestre em saúde na comunidade e doutor em epidemiologia. Professor do curso de graduação em medicina e preceptor da residência médica em medicina de família e comunidade da Universidade Vila Velha (UVV) e analista legislativo na Câmara Municipal de Vitória (CMV).

Marcelo Santana Vetis, Universidade Vila Velha

Médico de família e comunidade, cursando mestrado em políticas públicas e desenvolvimento local. Preceptor dos programas de residência em medicina de família e comunidade da Universidade Vila Velha (UVV) e Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (EMESCAM) e professor no curso de graduação em medicina da UVV.

Diego José Brandão, Universidade Vila Velha
Médico de família e comunidade, cursando doutorado em medicina. Coordenador do programa de residência em medicina de família e comunidade e professor do curso de graduação em medicina da Universidade Vila Velha (UVV).

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Publicado
2018-05-24
Como Citar
Fontenelle, L. F., Zamprogno, Álvaro D., Rodrigues, A. F. L., Sirtoli, L. C., Checon, N. J. C., Vetis, M. S., & Brandão, D. J. (2018). Confiabilidade e validade da codificação CIAP-2 por estudantes de medicina. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 13(40), 1-6. https://doi.org/10.5712/rbmfc13(40)1655
Seção
Artigos de Pesquisa