Fatores que interferem na adesão ao tratamento da hipertensão arterial sistêmica em pacientes atendidos no Núcleo de Atendimento ao Hipertenso (NAHI) e no Programa Saúde da Família (PSF), no município de Barbacena

Carla Alpha Gilsogamo, Juliana Cristina de Oliveira, Julio César Amaral Teixeira, Leandro Coelho Negri Grossi, Marcos Monteiro Pinto Moreira, Leonor Oliveira Diniz

Resumo


OBJETIVOS: determinar o conjunto de fatores que interferem na adesão ao tratamento de pacientes com hipertensão arterial sistêmica atendidos em um serviço especializado: NAHI (Núcleo de Atendimento ao Hipertenso) e no PSF (Programa de Saúde da Família) no município de Barbacena. METODOS: trata-se de um estudo de coorte transversal realizado através de inquérito (questionário contendo 46 questões). RESULTADOS: Foram coletados 154 questionários no NAHI e 246 no PSF. De acordo com a resposta ao item 27 do questionário, 101 (25,2%) pacientes foram incluídos na categoria não aderente e 299 (74,7%) no grupo que adere ao tratamento. A média de idade dos entrevistados que aderem é de 58,7 anos (DP: 11,7) e 58,3 anos (DP: 12,7)para o grupo dos que não aderem. A maioria dos hipertensos não faz exercício físico. No grupo aderente, 40,5% conseguem seus medicamentos na unidade de tratamento contra 46,5% do grupo não aderente. Cerca de 71% dos pacientes afirmam ter dificuldade na aquisição dos medicamentos e em ambos os grupos existe altos índices de desinformação sobre a doença e termos técnicos independente do tempo de tratamento.Aproximadamente, 50% dos entrevistados descontinuaram o tratamento no primeiro ano de diagnostico e são os responsáveis pela administração dos seus medicamentos. Afirmam dificuldade ao acesso as consultas com 30% dizendo ser muito difícil e outros 25%, ser difícil. Dos 69,3% dos integrantes do grupo não aderente contra 51,2% do grupo aderente deixaram de tomar os seus medicamentos alguma vez (X2= 9,34; p= 0,002), sendo essa questão que separou os que aderem e não aderem. Esses responderam ao item com as seguintes respostas: .por vezes, raramente e nunca. e aqueles com: .sempre, quase sempre e com freqüência.. Sobre a dieta, 49,5% dos que não aderem informam não seguir as orientações, contrapondo com 35,5% dos pacientes incluídos no grupo que adere (X2= 5,69; p= 0,017). A adesão ao tratamento nas unidades de PSF foi maior quando comparado ao centro especializado (NAHI) e em ambos os grupos existe uma preocupação quanto aos riscos da doença já que 75% dos entrevistados retornam as consultas marcadas. Já quanto à assiduidade as reuniões sobre HAS na unidade de tratamento, 74,3% dos pacientes que não seguem o tratamento informam que não freqüentam as palestras enquanto 40,8% dos aderentes comparecem as reuniões agendadas pela unidade de tratamento que pertence. Nesse grupo, existe uma maior preocupação na realização de exames de rotina (X2=22,35; p= 0,000) e aproximadamente 80%, conhecem a importância da adesão ao tratamento e o risco da não ades ão contra 64,4% dos inclusos no grupo não aderente (X2=10,72; p= 0,001). CONCLUSÃO: As unidades de PSF e do NAHI possuem alta adesão ao tratamento (cerca de 75%) mas a aderência é maior no PSF comparado ao NAHI. Provavelmente tais índices sejam justificados pelo acompanhamento mais próximo das famílias residentes na região.


Palavras-chave


Hipertensão; Programa Saúde da Família

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DOI: http://dx.doi.org/10.5712/rbmfc4(15)170

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