Reorganização do modelo de atenção às pessoas vivendo com HIV: A experiência do município de Florianópolis/SC

Vitor Menoita Pinto, Nuno de Mattos Capeletti

Resumo


Introdução: O Médico de Família e Comunidade tem como função cuidar dos agravos mais comuns em seu território adstrito e coordenar o cuidado dos usuários. A infecção pelo vírus da imunodeficiêcia humana, por ser uma condição comum em várias populações e comunidades, deve ser uma doença de interesse deste profissional. Métodos: Trata-se de estudo descritivo, relato de experiência, vivenciado por preceptor e residente no município de Florianópolis. Resultados: O presente artigo pretende discutir a reorganização do atendimento às pessoas vivendo com o vírus e a importância da atenção primária na aplicação de diferentes abordagens preventivas e na construção da meta 90-90-90. Conclusão: A busca da descentralização no cuidado desta população mostra-se como uma grande potencialidade local para o cumprimento do objetivo de melhorar os indicadores de controle da doença, destacando-se fatores locais como a rede de atenção primária estruturada, a gestão eficiente e a busca da qualificação profissional.


Palavras-chave


Atenção Primária à Saúde; HIV; Médicos de Família

Texto completo:

PDF/A

Referências


Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Cuidado integral às pessoas que vivem com HIV pela Atenção Básica - Manual para a equipe multiprofissional. 2015. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. O Manejo da Infecção pelo HIV na Atenção Básica – Manual para Profissionais Médicos. 2015. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV Versão Preliminar. Brasília: Ministério da Saúde; 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos. 2017. Brasília: Ministério da Saúde; 2017.

Messaging Primer & Consensus Statement. Risk of sexual transmission of HIV from a person living with HIV who has an undetectable viral load. 2017.

U=U taking off in 2017. Lancet HIV. 2017;4(11):e475.

UNAIDS. 90-90-90 Uma meta ambiciosa de tratamento para contribuir para o fim da epidemia de AIDS. 2015. [acesso 2017 Nov 29]. Disponível em: https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/11/2015_11_20_UNAIDS_TRATAMENTO_META_PT_v4_GB.pdf

Zambenedetti G, Silva RAN. Descentralização da atenção em HIV-Aids para a atenção básica: tensões e potencialidades. Physis Rev Saúde Coletiva. 2016;26(3):785-806. https://doi.org/10.1590/s0103-73312016000300005

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. HIV/AIDS na Atenção Básica: Material para Profissionais de Saúde e Gestores. 2017. Brasília: Ministério da Saúde; 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. 5 passos para a implementação do manejo da infecção pelo HIV na Atenção Básica - Manual para gestores. 2014. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade - SBMFC. Currículo Baseado em Competências para Medicina de Família e Comunidade; 2014. [acesso 2017 Dez 10]. Disponível em: https://www.sbmfc.org.br/wp-ontent/uploads/media/Curriculo%20Baseado%20em%20Competencias(1).pdf

Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde; 2002.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Caderno de boas práticas em HIV/AIDS na Atenção Básica. 2014. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.

Florianópolis. Secretaria Municipal de Saúde. Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico número 3 de Dezembro de 2016. HIV/AIDS em Florianópolis – Cascata 90/90/90. 2017.

Florianópolis. Secretaria Municipal de Saúde. Diretoria de Atenção à Saúde. Apoio Matricial Regulado da Infectologia – Projeto Piloto de Apoio Matricial Regulado da Infectologia. 2017.

Florianópolis. Secretaria Municipal de Saúde. Diretoria de Atenção à Saúde. Critérios de Alta Ambulatorial de PVHA para o – Projeto Piloto de Apoio Matricial Regulado da Infectologia. 2017.

Florianópolis. Secretaria Municipal de Saúde. Diretoria de Atenção à Saúde. Protocolo de Acesso Infectologia. 2017.

Fair A. PACK Brasil Adulto. Kit de Cuidados em Atenção Primária. Ferramenta de manejo clínico em Atenção Primária à Saúde. Cape Town: University of Cape Town Lung Institute’s Knowledge Translation Unit; 2017.

Florianópolis lança campanha para zerar transmissão de HIV [acessado em: 30 dez 2017]. Disponível em http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/saude/?pagina=notpagina&menu=&noti=19147




DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc14(41)1710

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2019 Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia