Ônus físico pela ótica das cuidadoras familiares de idosos com episódios de acidente vascular cerebral

Alessandra Peregrine Primo

Resumo


A proposta deste estudo é refletir sobre o ônus físico (burden) enfrentado pelas cuidadoras de idosos dependentes, visto pela ótica da própria cuidadora ao longo da sua experiência no desempenho do seu papel, após um ou mais episódios de acidente vascular cerebral (AVC) de pessoa idosa necessitada de cuidados e com perdas de independência física. É uma pesquisa com dados qualitativos realizada no município de Toledo ? PR, em 2004, com cuidadores de oito adultos acometidos por AVC após a alta hospitalar, tendo a cuidadora mais de 50 anos de idade. O procedimento metodológico foi a pesquisa empírica através do uso de questionários aplicados em visitas domiciliares. O instrumento da pesquisa foi composto para contextualizar a sobrecarga do cuidador através da coleta de informações sobre as sensações de seu ônus físico frente às suas tarefas e cuidados com o familiar dependente e dar visibilidade a indicadores de ônus e desgaste do cuidador familiar de idosos para ampliar a visão de elementos subjetivos que compõem as perdas que ocorrem nos cuidadores de idosos dependentes sem apoios externos. Esta dissertação contém três capítulos, além da introdução e das considerações finais. O trabalho está dividido em: o envelhecimento populacional, os desafios enfrentados pelos idosos com as doenças crônico-degenerativas e as dependências instaladas, o ônus emocional e social dos cuidadores, com ênfase no ônus físico. Os dados da pesquisa e seus resultados completam o estudo. Espera-se ter colaborado para aprofundar o conhecimento referente ao cuidador familiar e ao ônus que experimenta, seja ele, físico, emocional e ou social, tendo em vista que a sobrecarga vivida pelo cuidador depende de fatores como estresse, isolamento social, dentre outros, e não apenas do grau de incapacidade do idoso, sendo de grande importância o significado das mudanças e acréscimo nas tarefas diárias para o cuidador. Os resultados da pesquisa apontam para esposas-cuidadoras com idade média de 68 anos, revelando intensa sobrecarga de trabalho para a realização das tarefas direcionadas ao cuidado do idoso, da família e das tarefas domésticas. O ônus físico e emocional destas mulheres repercute na sua própria saúde e no isolamento social.


Palavras-chave


Envelhecimento; Idoso Dependente; Cuidadores; Ônus

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc4(15)182

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