Fixação de enfermeiras e médicos na Estratégia de Saúde da Família, município de Praia Grande, São Paulo, Brasil

Eliana Zulianni Lopes, Aylene Bousquat

Resumo


A captação, formação e fixação de profissionais são condições necessárias para a consolidação da Estratégia Saúde da Família (ESF) como modalidade estruturante da Atenção Primária à Saúde no País. O presente artigo teve como objetivo traçar o perfil de médicos e enfermeiras da ESF, identificando os profissionais que se fixaram à ESF no município de Praia Grande, São Paulo. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com todos os profissionais de nível superior em 2004-2005, e em 2007 foi verificada a permanência na ESF desses profissionais. Todas as enfermeiras e 66% dos médicos anteriormente entrevistados permaneceram atuando após 2-3 anos. Não foi observada associação estatística entre tempo de formado, possuir residência médica/especialização, morar no município com a não permanência na ESF. No entanto, é clara a associação entre o motivo de entrada na Estratégia e a saída: aqueles profissionais que entraram na ESF motivados pelo salário e oportunidade de emprego foram os que mais deixaram o serviço.

Palavras-chave


Atenção Primária à Saúde; Programa Saúde da Família; Recursos Humanos

Texto completo:

PDF

Referências


Souza HM. Saúde da família: desafios e conquistas. In: Negri B, Viana AL. O sistema único de saúde em dez anos de desafios. São Paulo: Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão; 2002. p. 221-40.

Viana ALD, Dal Poz MR. A reforma do sistema de saúde no Brasil e o Programa de Saúde da Família. Physis. 1998; 8(2): 11-48.

Brasil. Ministério Da Saúde. I Conferência Nacional de Recursos Humanos em Saúde. Relatório Final. Brasília: Secretaria de Recursos Humanos, Ministério da Saúde; 1986.

Brasil. Ministério Da Saúde. II Conferência Nacional de Recursos Humanos em Saúde. Relatório Final. Brasília: Coordenação Geral de Recursos Humanos para o SUS. Ministério da Saúde; 1993.

Brasil. Ministério Da Saúde. Princípios e diretrizes para a NOB/RH-SUS. Brasília: Conselho Nacional de Saúde; 2002.

Bousquat A, Cohn A, Elias PE. O PSF e a dinâmica urbana das grandes cidades. In: Viana ALD, Elias PPE, Ibañez N. (orgs.). Proteção social. Dilemas e desafios. São Paulo: Hucitec; 2005. p. 244-65.

Brasil, Ministério Da Saúde, Conselho Nacional de Saúde (CNS). Princípios e Diretrizes para a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos para o SUS (NOB/RH-SUS). 2ª. ed. rev. atual. Brasilia: Ministério da Saúde; 2003. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/principios_diretrizes_NOB_2003.pdf

IBGE. Censo Demográfico de 2010. [acesso em 2010 Mar 20]. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1

São Paulo (Estado). Programa de Expansão e Consolidação da Saúde da Família. Caracterização dos municípios paulistas com população superior a 100 mil habitantes. São Paulo: Centro de Estudos de Cultura Contemporânea. Consórcio Medicina USP, 2006.

Lopes EZ. A implantação do programa de saúde da família no município de Praia Grande, Região Metropolitana da Baixada Santista [dissertação]. Santos: Universidade Católica de Santos; 2005.

Secretaria de Saúde de Praia Grande. Relatório Anual de Gestão. Praia Grande: Prefeitura Municipal de Praia Grande; 2006.

Machado MH. Os médicos no Brasil: um retrato da realidade. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1997.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Perfil dos médicos e enfermeiros do programa de saúde da família no Brasil. Relatório final: Região Sudeste. Brasília: Ministério da Saúde; 2000.

Campos FE, Belisário SA. O programa de saúde da família e os desafios para a formação profissional e a educação continuada. Interface – Comunic, Saúde, Educ. 2001; 9: 133-42.

Marsiglia RMG. Instituições de ensino e o Programa Saúde da Família: o que mudou? Rev Bras Saúde Família. 2004; 5(7): 30-41.

Brasil. Ministério Da Saúde. Portaria GM 2527, de 19 de outubro de 2006. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.

Direção Regional de Saúde DIR XIX, Pólo de Educação Permanente para o SUS da Baixada Santista, Relatório Anual de Atividades; 2005.

Bousquat A, Pereira LA, Braga A, Lorandi PA, Vieira MRS, Elias PEM, et al. Caracterização da mortalidade neonatal e perinatal na Região Metropolitana da Baixada Santista. Relatório de Pesquisa; Santos: CNPq; 2007. Processo 403593/2004-2.

Silva, ACMA, Villar MAM, Wuillaume SM, Cardoso MHCA. Perspectivas de médicos do Programa Saúde da Família acerca das linhas de cuidado propostas pela Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil. Cad Saúde Pública. 2009; 25(2) : 349-58.

Negri B, Faria R, Viana ALD. Recursos Humanos em Saúde. Política, Desenvolvimento e Mercado de Trabalho. Campinas: Unicamp;

Geneau R, Lehoux P, Pineault R, Lamarche PA. Primary care practice a la carte among GPs: using organizational diversity to increase job satisfaction. Fam Pract. 2007; 24(2): 138-44.

Nascimento MS, Nascimento MAA. Prática da enfermeira no Programa de Saúde da Família: a interface da vigilância da saúde versus as ações programáticas em saúde. Ciênc. saúde coletiva. 2005; 10(2):

-45.

Castells M. A sociedade em rede. v. 1. São Paulo: Paz e Terra; 1999.




DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc6(19)185

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2014 Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade



 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia