Impacto Econômico da Medicina de Família nos Sistemas de Saúde na América Latina

León Edgar, Tranche Salvador, Montano José

Resumo


São poucos os estudos que abordam a importância, economica e a sanitária, que tem o modelo organizacional de um nível de atenção ou a presença de determinados profissionais. O objetivo do presente estudo, de caráter descritivo e transversal, foi explorar e analisar as possíveis associações entre a especialidade de medicina de família e indicadores econômicos e de saúde em 16 países da Ibero-América. O processamento de dados foi realizado através do programa R, uma linguagem de programação que mostra “um conjunto de funções que mantém algum tipo de relação entre elas”. Existe uma associação positive em relação ao número de especialistas em medicina de família com o PIB, investimento em saúde e expectativa de vida e em negativo com o índice GINI, anemia, mortalidade em crianças menores de 5 anos, a razão de mortalidade materna e mortalidade em acidentes em trânsito. O PIB per capita está negativamente relacionado à anemia, mortalidade em crianças menores de 5 anos, taxa de mortalidade materna e por acidentes e menos intensamente com mortalidade cardiovascular e o suicídio. Não se observaram correlações com despesas reembolsáveis ou investimentos em assistência médica. Apesar das diferentes realidades sociais e de saúde dos países estudados, uma relação favorável é encontrada entre a disponibilidade de especialistas em Medicina de Família e melhores resultados em saúde, o que sugere ser esta uma estratégia eficiente para os serviços sanitários. Mais estudos são necessários para analisar o escopo estatístico desta associação.


Palavras-chave


Medicina de Família; Atenção Primária; Eficiência; Economia da Saúde

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc13(1)1852

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