Inquérito de morbidade de serviço de primeiro atendimento ambulatorial em hospital universitário

Rita de Cássia N da S Salvio, Maurílio Pereira de Carvalho Salek, Antônio Emanuel Goicochea, Rosimere J. Teixeira, Maria Inez Padula Anderson

Resumo


A Atenção Primária à Saúde representa a porta de entrada do sistema de saúde, mas existem barreiras que muitas vezes bloqueiam seu acesso. Nosso objetivo foi analisar o perfil nosológico, a procedência e o motivo dos encaminhamentos dos pacientes atendidos em serviço de Primeiro Atendimento Ambulatorial (PAMI). Foi aplicado questionário a 252 pacientes, sendo avaliados: idade, sexo, local de moradia, motivo e origem do encaminhamento, destino dado e impressão diagnóstica (ICPC2). A maioria eram mulheres, entre 45 e 64 anos, 25% provenientes de outros municípios. Os encaminhamentos eram do HUPE (33%), mas metade dos pacientes não tinha acompanhamento regular. Os diagnósticos mais comuns foram dos sistemas circulatório e endócrino-metabólico, passíveis de acompanhamento nos níveis primário e secundário de atenção. Os resultados sugerem a desorganização do sistema de saúde em nosso município e estado, em particular da APS. Por meio deste trabalho, pode-se ter uma visão da porta de entrada no município do Rio de Janeiro e, também, do estado do Rio de Janeiro, demonstrando a necessidade de ações visando à reorganização da mesma. No nível da rede municipal e estadual de saúde.


Palavras-chave


Inquéritos de Morbidade; Atenção Primária de Saúde; Serviço Hospitalar de Admissão de Pacientes

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc4(14)191

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