Desnutrição infantil em indígenas Mbyá-Guarani: estudo etnoepidemiológico

Luciana Pinto Saavedra, Sheila Câmara

Resumo


Este estudo objetivou conhecer a prevalência da desnutrição infantil em crianças de zero a cinco anos, assim como aspectos etnográficos associados, em uma reserva indígena Mbyá-Guarani no sul do Brasil. Para abarcar esse fenômeno complexo utilizou-se a integração de diversos métodos: entrevistas semiestruturadas com as mães de crianças com diagnóstico de desnutrição e com os curandeiros, observação participante, questionário sociodemográfico, alimentar de 24 horas e medidas antropométricas, por meio do processo de triangulação. Verificou-se a existência de déficit nutricional de macronutrientes e micronutrientes, bem como a existência de 38,4% de desnutrição para o índice altura/idade e 7,6% para o índice peso/altura. Apesar dos dados encontrados sobre desnutrição, essa população não reconhece a existência dessa doença, mas a presença de uma doença Guarani, denominada “kamby riru jere”. Com isso, a terapêutica proposta por brancos é substituída por tratamentos xamânicos. Este estudo ressaltou a importância de as intervenções realizadas nessas populações buscarem uma construção conjunta de práticas de saúde, que respeitem a cultura indígena, para tornarem-se mais efetivas.


Palavras-chave


Desnutrição; População Indígena; Antropologia Cultural

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc5(17)199

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