A intersetorialidade como meio de superar desafios em educação em saúde

Maria Fernanda Oliveira Santos, Mariana Sene Moreira, Samuel Gonçalves Rocha, Vanessa Fernandes Ribeiro

Resumo


Este trabalho foi realizado por alunos do terceiro período de medicina da Universidade de Uberaba, com apoio dos alunos de Comunicação Social da mesma. O objetivo principal era a educação em saúde em um campo prático, em escolas públicas. O trabalho baseou-se na busca da aplicação prática da saúde em seu aspecto biopsicossocial, tentando criar um meio de troca de conhecimentos entre alunos da quinta série e acadêmicos do curso de medicina. As atividades foram realizadas com alunos da escola “Professor José Geraldo Guimarães”, cuja faixa etária variava de nove a quinze anos, no bairro Pacaembu, Uberaba-MG, ao longo do segundo semestre de 2009. Como é fundamental para o acadêmico de medicina uma formação humanística baseada no conhecimento da realidade da sociedade, a presente atividade possibilitou um contato mais próximo desta realidade, permitindo a percepção de angústias, dificuldades e diferenças individuais. Não foi possível realizar exposição apenas teórica do tema proposto – educação em saúde, porque o perfil agitado da sala não permitiu este tipo de intervenção. Então, optou-se por explorar o conhecimento dos alunos e colocá-los para fazer atividades manuais, como por exemplo, a confecção de um telejornal. Para que eles realizassem este trabalho foi oferecido referencial teórico. Os temas das atividades como, por exemplo, Anorexia e Bulimia, Alimentação Saudável e Importância da Educação, presentes nas matérias do telejornal, foram escolhidos a partir da constatação de problemas que a turma apresentou nos primeiros encontros. O resultado foi um belíssimo telejornal, apresentado pelos próprios alunos, mostrando não só as matérias relacionadas à saúde, mas também sua cultura. O potencial artístico da turma para artes plásticas e o hip-hop contribuíram de forma decisiva para esse sucesso. Acredita-se que tal experiência enriqueceu os acadêmicos, tanto por causa do vínculo criado com os alunos, como pela aquisição de conhecimento das diferentes realidades, colaborando assim para a formação de médicos que vão atuar não apenas promovendo saúde, mas também, qualidade de vida. Vimos o quão é importante saber trabalhar com profissionais de outras áreas (alunos do curso de Comunicação social, que gravaram o telejornal), porque somente com essa parceria foi possível realizar esse projeto. Desta forma, ficou claro a intersetorialidade tão debatida nas salas de aulas e congressos pelo Brasil e pelo mundo, que tivemos o privilégio de vivenciar. Os futuros médicos e profissionais da saúde necessitam de ter a habilidade de lidar com todas essas diversidades, respeitando sua cultura e seu modo de vida.

Palavras-chave


Educação em saúde; Promoção da saúde; Ação intersetorial

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc6(21)319

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