Disponibilidade de fitoterápicos e plantas medicinais na atenção básica do estado de Goiás: resultados do PMAQ-AB
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc20(47)3628Palavras-chave:
Fitoterapia, Plantas medicinais, Atenção primária à saúde, Sistema Único de SaúdeResumo
Introdução: A disponibilidade de plantas medicinais e fitoterápicos já está estabelecida no Sistema Único de Saúde (SUS) e conta com políticas públicas e programas para a sua implementação. Objetivo: Neste trabalho intenta-se mostrar se essa disponibilidade dos medicamentos fitoterápicos e de plantas medicinais efetivamente ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado de Goiás. Métodos: Para isso, realizou-se um estudo ecológico, utilizando como base os resultados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) nos seus três ciclos. Resultados: Evidenciou-se baixa disponibilidade de fitoterápicos no estado de Goiás, nos três ciclos (<20%) dos municípios do estado, considerando que nem todas as unidades das cidades possuíam fitoterápicos disponíveis. No ciclo 1, 53,42% (n=39) disponibilizaram, enquanto no ciclo 2 houve uma queda para 26,03% (n=19) e um discreto aumento no ciclo 3 para 41,10% (n=30). Conclusões: Neste estudo, percebeu-se que a baixa disponibilidade de fitoterápicos encontrada e a falta de investimentos na educação permanente dos profissionais podem ser reflexo do baixo investimento governamental para a expansão da prática no estado.
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