Hospitalizações entre crianças e adolescentes no território de abrangência de um serviço de Atenção Primária à saúde

  • Maria Lucia Medeiros Lenz Médico Family Services, Community Health and Public Health Specialist, Community Health Service of the Conceição Hospital, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
  • Rui Flores Médico Family Services, Community Health and Public Health Specialist, Community Health Service of the Conceição Hospital,Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
  • Norma Vieira Pires Enfermeira specialist in Public Health, Community Health Service of the Conceição Hospital, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil.
  • Airton Tetelbom Stein Médico Family and PhD in Epidemiology and Community Management of Education and Research, Grupo Hospitalar Conceição, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Palavras-chave: Hospitalização, Atenção Primária à Saúde, Saúde da Criança, Epidemiologia

Resumo

A hospitalização, além de sofrimento familiar importante, é um evento de custo elevado para o sistema de saúde; além disso, ela pode ser, muitas vezes, prevenida no nível ambulatorial. Oobjetivo deste estudo foi identificar o percentual de hospitalizações por condições sensíveis à atenção ambulatorial (CSAA) que se referem àquelas em que a atenção efetiva e a tempo podem evitar internação. Foram estudadas 3.329 hospitalizações em menores de 19 anos, ocorridas nos anos de 2001 a 2004, em quatro hospitais do SUS, principais referências para uma população de áreas adscritas de um serviço de Atenção Primária em Saúde (APS). Análises univariadas e multivariadas foram empregadas para verificar associação entre variáveis independentes e a ocorrência de hospitalizações por CSAA. Identificou-se uma taxa anual de hospitalização de 2,9%. As doenças do aparelho respiratório são o grupo de causa mais freqüente (36%), seguido do grupo das perinatais (14%), infecciosas e parasitárias (10%), do aparelho digestivo (9%) e das causas externas (6%). As reinternações corresponderam a 16% do total de internações. A taxa de hospitalização por CSAA foi de 35,6%, variando de 25% a 43% entre as Unidades de APS. As variáveis relacionadas à maior ocorrência de hospitalizações por este motivo foram: idade de um a quatro anos (p<0,01), ter ido direto para o hospital porque a Unidade estava fechada (p=0,04) ou pela gravidade do caso (p=0,03). O estudo indica a necessidade de incrementar ações de vigilância às hospitalizações por CSAA, que ocorrem com maior freqüência nos meses de inverno, às crianças de um a nove anos, por apresentarem-se mais vulneráveis à hospitalização por essas condições, e às reinternações, não reduzidas nos últimos  quatro anos.

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Biografia do Autor

Maria Lucia Medeiros Lenz, Médico Family Services, Community Health and Public Health Specialist, Community Health Service of the Conceição Hospital, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Médico Family Services, Community Health and Public Health Specialist, Community Health Service of the Conceição Hospital,Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Rui Flores, Médico Family Services, Community Health and Public Health Specialist, Community Health Service of the Conceição Hospital,Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Médico Family Services, Community Health and Public Health Specialist, Community Health Service of the Conceição Hospital,Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Norma Vieira Pires, Enfermeira specialist in Public Health, Community Health Service of the Conceição Hospital, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil.
Enfermeira specialist in Public Health, Community Health Service of the Conceição Hospital, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil.
Airton Tetelbom Stein, Médico Family and PhD in Epidemiology and Community Management of Education and Research, Grupo Hospitalar Conceição, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Médico Family and PhD in Epidemiology and Community Management of Education and Research, Grupo Hospitalar Conceição, Porto Alegre, Rio
Grande do Sul, Brazil
Publicado
2008-11-17
Como Citar
Lenz, M. L. M., Flores, R., Pires, N. V., & Stein, A. T. (2008). Hospitalizações entre crianças e adolescentes no território de abrangência de um serviço de Atenção Primária à saúde. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 3(12), 271-281. https://doi.org/10.5712/rbmfc3(12)363
Seção
Artigos de Pesquisa