Informação e prevenção não farmacológica da COVID-19 no território de uma unidade de saúde da família em Pernambuco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc19(46)3763

Palavras-chave:

Prevenção de doenças, Comunicação em saúde, COVID-19, Estratégia saúde da família, Educação em saúde.

Resumo

Introdução: O conhecimento da magnitude em que a população implementa medidas de proteção emitidas pelas autoridades de saúde pública é essencial na prevenção da doença do novo coronavírus (COVID-19). A eficácia de medidas não farmacológicas de prevenção e das políticas públicas destinadas a reduzir o contágio pela COVID-19 depende de quão bem os indivíduos são informados sobre as consequências da infecção e as medidas que devem adotar para reduzir sua propagação. O entendimento, as atitudes e as práticas das pessoas em relação à COVID-19 e sua prevenção são basilares para a compreensão da dinâmica epidemiológica, demandando a realização de pesquisas sobre o cumprimento de medidas não farmacológicas de prevenção do contágio em diversos territórios. Para isso, em 2020, medidas não farmacológicas contra a COVID-19 foram divulgadas por fontes diversas, estatais e privadas, para a maior parte da população brasileira, com a finalidade de orientar comportamentos para conter a crise sanitária. As equipes da Estratégia Saúde da Família têm um papel fundamental neste processo de educação em saúde, pois compreendem elementos socioculturais das suas comunidades, alcançando-as tanto em capilaridade quanto em adequação local da informação técnico-científica. Este artigo abrange uma pesquisa de campo, parte de um projeto multicêntrico nacional. Objetivo: Avaliar se a população do território de uma unidade da Estratégia Saúde da Família da cidade de Condado-PE entende e aplica as informações que recebeu sobre medidas não farmacológicas de prevenção em suas práticas de proteção contra a COVID-19. Mais especificamente, a pesquisa visou determinar que informações foram recebidas pelos respondentes, quais as suas fontes, o grau de confiabilidade atribuído a estas, além da adesão deles às medidas não farmacológicas e sua relação com variáveis sociodemográficas. Métodos: O modelo do estudo foi observacional e descritivo, com abordagem quantitativa, a partir da coleta de dados primários com 70 usuários por entrevista presencial com questionário estruturado. Resultados: Os resultados mostraram que a população recebeu vasta informação sobre prevenção da doença. Conclusão: Com níveis variados de confiabilidade das fontes, atribuindo importância relevante às medidas de prevenção e adotou a maioria delas, com exceção do isolamento social total.

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Biografia do Autor

Rilva Lopes de Sousa-Muñoz, Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa (PB), Brasil.

Professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), lotada no Departamento de Medicina Interna/Centro de Ciências Médicas. Possui doutorado na área de Farmacologia - Programa "Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos" (2003-2006), mestrado em Psiquiatria do Desenvolvimento - Programa "Desenvolvimento Humano" (1998-2000), residência em Clínica Médica (Hospital Universitário Lauro Wanderley, HULW, 1992-1994) e em Pediatria (Hospital de Assistência Médica Infantil da Paraíba, AMIP, 1989-1991), título de especialista em Medicina Interna (Conselho Federal de Medicina, 1997, 1652/97) e graduação em Medicina (UFPB, 1983-1988). Professora do curso de graduação em Medicina da UFPB, nas disciplinas de Semiologia Médica (1994-atual), de História da Medicina e da Bioética (2010-2019), de Pesquisa Aplicada à Medicina (2008-2010), de Trabalho de Conclusão de Curso (2010-2012), de Diversidade Cultural e Étnica na Medicina (2020-atual) e de Cuidados Paliativos (2022-atual). Na pós-graduação, ministra as disciplinas de Educação na Saúde (2017-atual) e de Atenção e Gestão do Cuidado (2017-atual) e de Métodos Quantitativos (2018-atual). Atua em trabalhos de pesquisa nas linhas de "Humanidades Médicas" e "Educação Profissional na Saúde". Líder do Grupo de Estudos em Semiologia e Humanidades Médica (GESHME). Orientadora de alunos de mestrado do PROFSAUDE/CCM/UFPB e do MPGOA/CE/UFPB. Orientadora de alunos do Programa de Iniciação Científica/UFPB/CNPq) (2000-atual.) Docente de Pós-Graduação nos cursos Lato Sensu - Curso de Especialização em Cuidados Paliativos (Hospital Universitário Lauro Wanderley/UFPB, 2018-2019). Membro de comitês institucionais de ética em pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderley e Centro de Ciências da Saúde (2000-2020). e do Comitê Interno de Iniciação Científica/Propesq/UFPB, 2010-2019). Membro do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Graduação em Medicina da UFPB (2019-atual) e representante do CCM/UFPB no CONSEPE (2022-atual).

Isaunir Veríssimo Lopes, Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa (PB), Brasil.

Médico pela UFPB
Médico de família e comunidade e mestre em saúde da família

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Publicado

2024-05-12

Como Citar

1.
Valério L, Sousa-Muñoz RL de, Lopes IV. Informação e prevenção não farmacológica da COVID-19 no território de uma unidade de saúde da família em Pernambuco. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 12º de maio de 2024 [citado 29º de maio de 2024];19(46):3763. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/3763

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa

Plaudit