Sinais e sintomas relacionados à baixa acuidade visual em escolares do nordeste do Rio Grande do Sul

Jonathan Soldera, Ellen Zatti Ramos Simionato, Eduardo Machado Estevão Pires, Filipe Rech Bassani, Eduardo Schmidt Rizzon, Gustavo Basso Poleto

Resumo


O objetivo do estudo foi associar os principais sinais e sintomas oculares da infância com a baixa acuidade visual em escolares do nordeste do Rio Grande do Sul. Durante o Projeto Saúde é Cidadania/Ação Comunitária, do período de março a setembro de 2006, foi realizado com 338 escolares de quatro a 15 anos, os quais chegaram ao serviço de forma livre e espontânea o teste de acuidade visual com a tabela de Snellen e um questionário indagando: a presença de dificuldade para ver o quadro; cefaléia; dor; vermelhidão ou prurido ocular. Foi considerado parâmetro para a baixa acuidade visual aquela menor ou igual a 20/20 em ambos os olhos. A estatística foi realizada pelo teste do qui-quadrado e o cálculo da sensibilidade (s), especificidade (e), valor preditivo positivo (vpp) e likelihood ratio + (lr+). Foi estatisticamente significativa a relação entre a baixa acuidade visual com a dificuldade para enxergar o quadro na escola (p<0,001, s=26%, e=93%, vpp=51%, lr+=3,7) e com a dor ocular (p=0,002, s=23%, e= 90%, vpp=38%, lr+=2,3). Não foi estatisticamente significativa a relação entre a baixa acuidade visual e a cefaléia (p=0,3, s=26%, e=79%, vpp=24%, lr+=1,2), prurido ocular (p=0,06, s=26%, e=83%, vpp=28%, lr+=1,5) e vermelhidão ocular (p=0,8, s=11%, e=88%, vpp=21%, lr+=0,9). A relação da presença de pelo menos uma dessas queixas com a baixa acuidade visual foi significativa (p=0,004, s=58%, e=60%, vpp=27%, lr+=1,4). Crianças em idade escolar com dificuldade em enxergar o quadro ou dor ocular têm uma probabilidade maior de possuírem baixa acuidade visual, enquanto crianças com cefaléia, vermelhidão ou prurido ocular não fazem parte dessa associação.


Palavras-chave


Acuidade visual; Saúde Escolar; Manifestações Oculares

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DOI: http://dx.doi.org/10.5712/rbmfc3(9)81

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