Qualidade de vida dos pacientes hipertensos em uma unidade de saúde

André Alexey Polidoro, Marcelo Garcia Kolling

Resumo


Objetivo: Avaliar a autopercepção da qualidade de vida dos pacientes hipertensos. Métodos: Foi realizado um estudo quantitativo transversal, por meio da aplicação do questionário o SF-36 (Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey) para 47 pacientes hipertensos de uma Unidade Municipal de Saúde do Município de Curitiba, sendo 10 homens e 37 mulheres. Resultados: Os resultados mostraram que a média global de saúde da população foi 61,0, variando do escore 11,0 até 92,1. O critério melhor avaliado foi “limitação por aspectos sociais”, enquanto o pior aspecto foi “limitação pela dor”. Conclusão: Os resultados apontam para a necessidade de não se desprezar nenhum dos componentes da qualidade de vida no cuidado aos pacientes hipertensos, com risco de causar prejuízo na mesma.


Palavras-chave


Qualidade de Vida. Hipertensão. Inquéritos e Questionários. Avaliação de Resultados (Cuidados de Saúde).

Texto completo:

PDF/A

Referências


Williams B. The year in hypertension. J Am Coll Cardiol. 2009;55(1):65-73. PMID: 20117366 DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.jacc.2009.08.037

Rosário TM, Scala LCNS, França GVA, Pereira MRG, Jardim PCBV. Prevalência, controle e tratamento da hipertensão arterial sistêmica em Nobres, MT. Arq Bras Cardiol. 2009;93(6):672-8.

Rouquayrol MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia & Saúde. 6a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. 708p.

McWhinney IR, Freeman T. Textbook of Family Medicine. New York: Oxford University Press; 2009. 472p.

Lessa I. Introdução à epidemiologia das doenças cardiovasculares no Brasil. In: Lessa I. O adulto brasileiro e as doenças da modernidade. Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis. São Paulo: Hucitec; 1998;73-6.

World Health Organization. Milestones in health promotion Statements from global conferences. Geneva: World Health Organization; 2009.

Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde [Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família de Classificações Internacionais, org. coordenação da tradução, Buchalla CM. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: EDUSP; 2003.

WHOQOL Group. Development of the WHOQOL: Rationale and current status. Int J Ment Health. 1994;23(3):24-56. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/00207411.1994.11449286

Segre M, Ferraz FC. O conceito de saúde. Rev Saúde Pública. 1997;31(5):537-42.

Bion WR. Uma teoria sobre o processo de pensar. In: Estudos psicanalíticos revisados (Second Thoughts). Rio de Janeiro: Imago; 1967. p.101-9.

Ware JE Jr, Sherbourne CD. The MOS 36-item short-form health survey (SF-36). I. Conceptual framework and item selection. Med Care. 1992;30(6):473-83.

Bowling A, Brazier J. Quality of life in social science and medicine. Soc Sci Med. 1995;41(10):1337-8. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/0277-9536(95)00148-Z

Ciconelli RM. Tradução para o português e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida “Medical Outcomes Study 36-item Short-form Health Survey (SF-36)” [Tese de Doutorado]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 1997.

Gusso G, Poli Neto P. Gestão da Clínica. In: Gusso G, Lopes JMC. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed; 2012. p.159-66.

Brito DMS, Araújo TL, Galvão MTG, Moreira TMM, Lopes MVO. Qualidade de vida e percepção da doença entre portadores de hipertensão arterial. Cad Saúde Pública. 2008;24(4):933-40. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2008000400025

Silqueira SMF. O questionário genérico SF-36 como instrumento de mensuração da qualidade de vida relacionada a saúde de pacientes hipertensos [Tese de doutorado]. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, USP-RP. Recuperado em 2014-02-05. [Acesso 2 Jan 2014]. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-17052007-160822/

Cavalcante MA, Bombig MTN, Luna Filho B, Carvalho ACC, Paola AAV, Povoa R. Qualidade de vida de pacientes hipertensos em tratamento ambulatorial. Arq Bras Cardiol. 2007;89(4):245-50. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2007001600006

Ramos V. A consulta em 7 passos - Execução e análise crítica de consultas em medicina geral e familiar. Lisboa: VFBM Comunicação; 2008.

Roncoleta AFT, Moreto G, Levites MR, Janaudis MA, Blasco PG, Leoto RF. Princípios da Medicina de Família. São Paulo: Sobramfa; 2003.

Fabrega H. Disease and social behavior. An interdisciplinary perspective. Cambridge: MIT Press; 1974.

Pendleton D, Schofield T, Tate P, Havelock P. The new consultation: developing doctor-pacient communication. Oxford: Oxford University Press; 2003.

Santos BS. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez; 2000.

Mattos RA. Os sentidos da integralidade: algumas reflexões acerca dos valores que merecem ser defendidos. In: Pinheiro R, Mattos RA, orgs. Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: IMS- UERJ/ABRASCO; 2001. p.39-64.




DOI: http://dx.doi.org/10.5712/rbmfc11(38)976

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2014 Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia