Programas de formação em medicina da família na América Latina

Gabriela Armijos Ruilova, Luisa Vaca Caspi, Luis Aguilera García, Verónica Casado Vicente, Galo Sánchez del Hierro, Susana Alvear Durán

Resumo


No século XXI, sistemas de saúde buscam reforçar a sua estrutura e funcionamento com foco em estratégia na Atenção Primária da Saúde, para a qual são necessários recursos humanos de alta qualidade. Para alinhar os  sistemas de saúde com base nos valores que orientam esta estratégia, são necessárias políticas  ambiciosas na formação de recursos humanos competentes e suficientes. A Medicina de Família, como  uma disciplina atenção integral e contínua orientada para a cura, promoção da saúde e prevenção de doenças, assim como a prestação de serviços em diferentes níveis de atenção, é o eixo que permite  cumprir esse fortalecimento. O médico de família, antes de seu papel como um especialista, passa  por um processo de treinamento na residência. Na América Latina existem poucas residências de  Medicina de Família, e muitos programas não têm a qualidade necessária para formar recursos humanos médicos competitivos. As respostas das instituições acadêmicas, na maioria dos países  latino-americanos, têm sido muito diversificadas; e, em alguns casos, têm servido para preencher a  lacuna entre a necessidade de pessoal e a oferta de formação, devido à urgência política e governamental. Esta revisão pretende mostrar a relevância dos programas de formação na América Latina. Métodos: A pesquisa bibliográfica foi realizada em várias bibliotecas virtuais e na literatura cinzenta de sociedades científicas. Os dados foram coletados com líderes de opinião na “V Cúpula Ibero-Americana de Medicina de Família”, realizada em Quito, Equador, em abril de 2014. Resultados: Foram obtidos os seguintes dados: a formação em Medicina da Família em países da
América Latina varia entre 2 e 4 anos; 61% dos países (11 de 18) oferecem 3 anos de treinamento, 22,2% quatro anos, e 11% de 2 anos (Cuba e Venezuela); em 63,6%  (7 de 11 países), o título de Medicina de Família é necessário para a prática. Conclusões: Na América Latina, programas de residência em Medicina da Família são destinados a corrigir as deficiências na formação de médicos de clínica geral e fechar essa lacuna para satisfazer as  necessidades da saúde pública. Todavia, esses programas carecem de muitos elementos da formação em  Medicina de Família para alcançar as competências padronizadas mundo afora. Por outro ção em relação às competências e se suas necesidades não adas em normas internacionais, não são formados médicos especialistas de alta qualidade, capazes de resolver 80% dos problemas de saúde apresentados pelos pacientes.


Palavras-chave


Medicina de Família e Comunidade. Programas de Treinamento. Educação Baseada em Competências. Residência Médica

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc11(0)1278

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