Avaliação da implantação do acesso avançado nos indicadores de qualidade de uma unidade de saúde

Palavras-chave: Acesso Avançado, Indicadores e Reagentes, Centros de Saúde.

Resumo

Objetivos: O objetivo principal foi analisar os indicadores de acesso da unidade de saúde (US) Sesc, antes e após a implantação do acesso avançado (AA). Como objetivo secundário, foram analisados os indicadores de desempenho da US Sesc, antes e após o AA. Métodos: Estudo transversal descritivo com análise dos dados obtidos mensalmente do sistema de informação em saúde do Grupo Hospitalar Conceição, comparando o período de novembro/16 -outubro/17 com novembro/17 - outubro/18. Resultados: Após o AA, o número de atendimentos médicos aumentou 8%, o absenteísmo nas consultas diminuiu de 6,9% para 3% e o número de pacientes diferentes atendidos teve um acréscimo de quase 5%. Em relação ao controle de doenças crônicas, o número de hipertensos atendidos cresceu e também houve um aumento na porcentagem de hipertensos controlados, passando de 74% para 77%. O número de diabéticos atendidos aumentou, assim como a porcentagem de diabéticos controlados subiu de 73% para 81%. Houve uma diminuição de quase 10% de atendimentos a pacientes vinculados à US nos serviços de atenção secundária de referência. Discussão: É possível considerar que a implantação do AA na US Sesc foi associada a uma melhoria dos indicadores de acesso, bem como da maior parte dos indicadores de desempenho analisados.

Metrics

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Pedro Pablo de Gusmão Bonilla, GHC

Grupo Hospitalar Conceição

Lucas Wollmann, Grupo Hospitalar Conceição

Lucas Wollmann é médico, especialista em Medicina de Família e Comunidade. Mestre em Epidemiologia pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com pesquisas na área de Atenção Primária à Saúde e relação médico-paciente. Médico do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospital Conceição, em Porto Alegre - RS. Atualmente ocupa o cargo de Diretor de Programas da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde.

Referências

(1) Starfield B. Acessibilidade e primeiro contato: “a porta”. In: Starfield B, org. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília (DF): UNESCO/Ministério da Saúde; 2002. p. 207-45.

(2) Lippman H. Same-day scheduling. Hippocrates. 2000;2:49-53.

(3) Murray M, Berwick DM. Advanced access: reducing waiting and delays in primary care. JAMA. 2003;289:1035-40. PMID: 12597760 DOI: https://doi.org/10.1001/jama.289.8.1035

(4) Mendes EV. O acesso à atenção primária em saúde. Brasília (DF): Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); 2017.

(5) Murray M, Tantau C. Same-day appointments: exploding the access paradigm. Fam Pract Manag. 2000 Set;7(8):45-50.

(6) Knight AW, Padgett J, George B, Datoo MR. Reduced waiting times for the GP: two examples of advanced access in Australia. Med J Aust. 2005 Jul;183(2):101-3. PMID: 16022626 DOI: https://doi.org/10.5694/j.1326-5377.2005.tb06941.x

(7) Witt MJ. Advanced access works! Improved patient satisfaction, access, and P4P scores. El Segundo, CA: Greenbranch Publishing; 2006.

(8) Mallard SD, Leakeas T, Duncan WJ, Fleenor ME, Sinsky RJ. Same-day scheduling in a public health clinic: a pilot study. J Public Health Manag Pract. 2004 Mar/Apr;10(2):148-55. DOI: https://doi.org/10.1097/00124784-200403000-00009

(9) Kennedy JG, Hsu JT. Implementation of an open access scheduling system in a residency training program. Fam Med. 2003 Out;35(9):666-70.

(10) Leal AEB, Watanabe BT, Bezerra CW, Palluello RAS, Gyuricza JV, Rewa T, et al. Acesso avançado: um caminho para a integridade na atenção básica. São Paulo (SP): Secretaria Municipal de Saúde/Coordenadoria Regional de Saúde Oeste; 2015.

(11) Arrojo Junior JC, Fabi LF. Impacto do acesso avançado na capacidade de agendamento futuro em unidade básica de saúde do município de São Paulo. Med (Ribeirão Preto). 2014;47(Suppl 5):19.

(12) Belardi FG, Weir S, Craig FW. A controlled trial of an advanced access appointment system in a residency family medicine center. Fam Med. 2004 Mai;36(5):341-5.

(13) Asfor ATP, Shinkai MP, Monteiro ABC, Freitas HC, Shinkai H. Implantação do acesso avançado como medida resolutiva ao absenteísmo às consultas programadas. In: Anais do Congresso Sul-Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade. 12th WONCA World Rural Health Conference; 3-5 abr 2014; Gramado, Rio Grande do Sul, Brasil. Gramado (RS): WONCA/SBMFC; 2014.

(14) Vidal TB. O acesso avançado e sua relação com o número de atendimentos médicos em atenção primária à saúde [dissertação]. Porto Alegre (RS): Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia; 2013.

(15) Sperl-Hillen JM, Solberg LI, Hroscikoski MC, Crain AL, Engebretson KI, O’Connor PJ. The effect of advanced access implementation on quality of diabetes care. Prev Chronic Dis. 2008 Jan;5(1):A16.

(16) Radel SJ, Norman AM, Notaro AM, Horrigan DR. Redesigning clinical office practices to improve performance levels in an individual practice association model HMO. J Healthc Qual. 2001 Mar/Apr;23(2):11-5. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1945-1474.2001.tb00330.x

(17) Solberg LI, Maciosek MV, Sperl-Hillen JM, Carin AL, Engebretson KI, Asplin BR, et al. Does improved access to care affect utilization and costs for patients with chronic conditions?. Am J Manag Care. 2004 Out;10(10):717-22.

(18) Rose D, Ross JS, Horwitz LI. Advanced access scheduling outcomes: a systematic review. Arch Intern Med. 2011 Jul;171(13):1150-9. DOI: https://doi.org/10.1001/archinternmed.2011.168

(19) Pires Filho LAS, Azevedo-Marques JM, Duarte NSM, Moscovici L. Acesso avançado em uma Unidade de Saúde da Família do interior do estado de São Paulo: um relato de experiência. Saúde Debate. 2019 Abr;43(121):605-13. DOI: https://doi.org/10.1590/0103-1104201912124

Publicado
2020-07-17
Como Citar
Bonilla, P. P. de G., & Wollmann, L. (2020). Avaliação da implantação do acesso avançado nos indicadores de qualidade de uma unidade de saúde. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 15(42), 2360. https://doi.org/10.5712/rbmfc15(42)2360
Seção
Artigos de Pesquisa