Distribuição espacial dos idosos no município de Botucatu segundo o grau de atividade física em atividades de recreação e lazer

Fabia Tetsue Bicalho Yamaguti, Tania Ruiz, Ligia Vizeu Barrozo, José Eduardo Corrente

Resumo


Introdução: À medida que a população envelhece, cresce a preocupação com a manutenção da sua qualidade de vida e capacidade funcional, que estão associadas ao grau de atividade física mantida. O uso de técnicas de geoprocessamento possibilita a análise espacial de dados de saúde, relacionando-os às características da população estudada, o que permite a o direcionamento de ações a grupos de risco específicos. Objetivo: Estudar a distribuição espacial da população de sessenta anos e mais do município de Botucatu segundo seu grau de atividade física. Métodos: Foi realizada uma amostragem sistemática populacional por famílias. Dessas que possuíam idosos, foram sorteados 365 correspondente a uma prevalência de 50% com uma margem de erro de 5% e confiança de 95%. A esses idosos, foi aplicado vários intrumentos para avaliar qualidade e estilo de vida, dentre eles o International Physical Activities Questionaire (IPAQ). Utilizando o domínio de atividades físicas, esporte, recreação, lazer esses idosos foram classificados como muito ativo, ativo, irregularmente ativo e sedentário, como proposto por Matsudo (2001). Para avaliar a distribuição espacial dos idosos segundo o grau de atividade física de lazer, utilizou-se o indice de Moran. As abálises foram feitas através do programa GeoDa. Resultados: Observou-se que o grau de atividade física é baixo e que existe associação entre os locais de oferta para a prática de esportes, topografia e o grau de atividade física. Não foi observada relação entre o grau de atividade física e o sexo ou a idade dos entrevistados. Conclusão: Aumento e melhor distribuição da estrutura para a prática de atividade física ajudaria a melhorar a atividade desta faixa etária e, portanto, sua qualidade de vida.


Palavras-chave


Idoso; Atividade Motora; Distribuição Espacial da População

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc6(20)251

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