O cuidado em saúde e sua relação com aspectos sociodemográficos das mulheres privadas de liberdade no Brasil

uma revisão integrativa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc18(45)3412

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Prisões, Mulheres

Resumo

Introdução: O sistema carcerário feminino conta com mais de 700 mil mulheres, representando a 3ª maior taxa de detentas do mundo. Nesse sentido, tendo em vista a prevalência e a vulnerabilidade que elas representam, os cuidados em saúde, garantidos pela constituição a essa população, devem ser relevados por meio de estudos, a fim de transformar essa realidade. Objetivos: buscar a compreensão de como ocorrem os cuidados em saúde da população carcerária feminina, englobando a estrutura física, social e profissional. Métodos: foi realizada uma revisão de literatura integrativa, incluindo estudos que retratam aspectos da saúde do sistema prisional feminino brasileiro. Resultados: foram encontrados 7 estudos, dos anos de 2016 a 2020, que demonstram diversos aspectos da precariedade do cuidado em saúde da população carcerária feminina, envolvendo questões como a falta de recursos humanos, materiais e organizacionais, além do foco em queixas agudas, sem abordar a promoção e prevenção em saúde. Conclusões: a precariedade do atendimento em saúde das mulheres encarceradas acarreta falta de cuidado integral da saúde, de modo que mais estudos na área são necessários, a fim de analisar profundamente os problemas envolvidos para transformar esse contexto.

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Biografia do Autor

Maria Eduarda Kegler Ramos, Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo (RS), Brasil.

Acadêmica do sexto semestre do curso de medicina da Universidade de Passo Fundo e presidente da Liga Acadêmica de Medicina de família e Comunidade da Univeridade de Passo Fundo. 

Ana Katharina Dalbosco , Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo (RS), Brasil.

Acadêmica do 8° nível da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo e membra da Liga Acadêmica de Medicina da Família e Comunidade.

Marciele Begnini, Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo (RS), Brasil.

Acadêmica do 9º nível do curso de Enfermagem da Universidade de Passo Fundo, representante da turma. Membro da Liga Acadêmica de Saúde, Espiritualidade e Práticas Integrativas e Complementares (LASEPICS). Participou, como voluntária, do Projeto de Extensão Educação Inclusiva Terapêutica 2019/2020, E do Projeto Rede de Cuidados Territoriais 2020, foi Membro e Vice-Presidente da Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade (LAMFAC) 2020/2022 e Estagiária de Enfermagem do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo-RS.

Letícia Lirio dos Santos, Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo (RS), Brasil.

Acadêmica do IX nível do curso de fisioterapia da Universidade de Passo Fundo.

Maria Eduarda de Almeida, Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo (RS), Brasil.

Acadêmica do Curso de Enfermagem na Universidade de Passo Fundo (UPF). Estagiária de Enfermagem no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) no Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. Integrante da Liga Acadêmica de Medicina da Família e Comunidade..

Gabriel Orlandi, Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo (RS), Brasil.

Acadêmico do sexto semestre do curso de medicina da Universidade de Passo Fundo. 

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Publicado

2023-09-22

Como Citar

1.
Ramos MEK, Dalbosco AK, Begnini M, Santos LL dos, Almeida ME de, Orlandi G. O cuidado em saúde e sua relação com aspectos sociodemográficos das mulheres privadas de liberdade no Brasil: uma revisão integrativa. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 22º de setembro de 2023 [citado 27º de fevereiro de 2024];18(45):3412. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/3412

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa

Plaudit