Inclusão não-homofóbica: um diálogo entre estudantes de medicina e travestis.

Valéria Ferreira Romano

Resumo


Trabalhar habilidades de comunicação com estudantes de Medicina tem sido um desafio constante e, mais ainda, tem sido lidar com questões relacionadas ao preconceito, à homofobia, à discriminação em serviços de saúde. Desde 2001, o Programa Saúde da Família Lapa, integrante do currículo do curso de Medicina da UNESA, tem enfrentado esse desafio, promovendo o encontro entre os estudantes e os travestis, a partir do foco na visita domiciliar, atividades de educação em saúde e atendimento ambulatorial. O objetivo é refletir sobre as habilidades de comunicação de estudantes de Medicina, a partir da inclusão dos travestis em serviços de Atenção Básica freqüentados por estes estudantes. Como metodologia, foram adotados: registro de observação direta; entrevistas com perguntas abertas com estudantes e travestis de uma área adscrita. Como resultado, tivemos melhor desempenho na comunicação dos estudantes diante de situações relacionadas à homofobia e ao acesso dos travestis aos serviços de saúde, garantindo integralidade, eqüidade e universalidade ao SUS de todos nós. Tanto os estudantes quanto os travestis desejam uma aproximação que estimule um encontro humanizado e inclusivo, colocando em questão velhos preconceitos valorizando formas de atendimento na sintonia do acolhimento.


Palavras-chave


Comunicação; Eqüidade em Saúde; Saúde da Família; Preconceito

Texto completo:

PDF PDF (English)


DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc3(10)352

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2014 Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade



 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia