Oficina pedagógica como estratégia para educação de profissionais em segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde: relato de experiência em um programa de residência de Medicina de Família e Comunidade do município do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4228Palavras-chave:
Atenção primária à saúde, Segurança do paciente, Educação permanente, Profissionais de saúdeResumo
Problema: O modelo de ecologia dos sistemas de saúde postula que a maioria dos atendimentos em saúde acontece fora dos hospitais. Apesar disso, no Brasil, as discussões sobre segurança do paciente permaneceram predominantemente limitadas à atenção hospitalar até meados de 2013. Um estudo estimou que cerca de 1,11% das consultas e procedimentos realizados na Atenção Primária à Saúde (APS) incluíram algum tipo de incidente, corroborando a necessidade de ampliar as discussões sobre o tema na APS. Método: Trata-se de um relato de experiência da elaboração e condução de uma oficina educacional sobre segurança do paciente na APS, proposta por médicos residentes e realizada como atividade teórico-prática de um programa de residência em Medicina de Família e Comunidade, em uma Clínica da Família da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Resultados: Durante a atividade, foi realizada uma breve apresentação teórica com o objetivo de promover a sensibilização inicial para o tema, em que foram introduzidos o pensamento sistêmico e a metáfora da “casa” para facilitar a compreensão das barreiras de segurança em um serviço e a visualização do processo de construção social da APS. Utilizando-se do conceito, os autores adaptaram e conduziram uma oficina que estimulou a identificação de questões de segurança do paciente nos oito macroprocessos da APS. Dessa forma, os participantes puderam compreender os níveis de organização dos serviços e a sua complexidade, ao serem convocados ao compartilhamento e à reflexão crítica das práticas de diferentes processos e classes profissionais. Conclusão: A sessão propiciou a sensibilização inicial para o tema, evidenciando a eficácia da abordagem escolhida, assim como a necessidade de mais discussões sobre segurança do paciente na APS e de maior envolvimento e capilaridade das ações por todos os setores e profissionais das unidades. Também são necessários mais estudos que avaliem as características dos incidentes e estratégias para melhorar a segurança do paciente nesse contexto.
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