Grupo terapêutico de cuidadores familiares na Atenção Primária à Saúde: cinco passos para a facilitação de grupos
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4304Palavras-chave:
Psicoterapia de grupo, Cuidadores familiares, Atenção Primária à SaúdeResumo
Problema: Na Atenção Primária à Saúde (APS), a grupoterapia, por meio de pequenos grupos, torna-se valiosa para o compartilhamento de experiências e a geração de novos conhecimentos entre os participantes, visando à promoção da saúde. Entretanto, os médicos não recebem a capacitação necessária para facilitá-los. O Programa PluriVox é uma ferramenta disponível para atender a essa necessidade e pode capacitar médicos em 12 horas. Relata-se uma experiência de grupo de cuidadores familiares na APS, facilitado de acordo com essa ferramenta. Objetivos: Ampliar o conhecimento sobre a grupoterapia, disponibilizar a ferramenta de facilitação de grupo denominada Programa PluriVox, avaliar sua efetividade como procedimento para capacitar profissionais no trabalho com grupos e suscitar reflexões sobre as grupoterapias nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo de pesquisa ação recursiva, observacional, longitudinal e de natureza analítica e compreensiva. Os dados foram coletados por meio de observação estruturada, segundo o protocolo do Programa PluriVox. Resultados: Durante seis meses de sessões de grupo utilizando a ferramenta, observou-se o desenvolvimento do protagonismo e da corresponsabilidade dos participantes no processo de tomada de decisões para a promoção da saúde, e os médicos desenvolveram competências para facilitar grupos. Conclusão: Considerando os resultados apresentados, propõe-se um procedimento substitutivo aos grupos em formato de sala de aula, rotineiramente realizado nas UBS, e incentiva-se a inclusão, em programas de residência médica, da capacitação de médicos para a facilitação de grupos terapêuticos como estratégia de promoção da saúde.
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