Coronopus didymus (mastruço): uma revisão baseada em evidências para a Atenção Primária à Saúde

Autores

  • Júlia Gralha Tonett Universidade de Caxias do Sul – Caxias do Sul (RS), Brasil https://orcid.org/0009-0003-0389-6674
  • Francieli Jantsch Pedó Universidade de Caxias do Sul – Caxias do Sul (RS), Brasil https://orcid.org/0009-0002-4517-2546
  • Leonardo Vieira Targa Universidade de Caxias do Sul – Caxias do Sul (RS), Brasil https://orcid.org/0000-0002-6715-7817
  • Martina Vergani Universidade de Caxias do Sul – Caxias do Sul (RS), Brasil
  • Giulia Ceconello de Aquino Universidade de Caxias do Sul – Caxias do Sul (RS), Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4710

Palavras-chave:

Coronopus didymus, Plantas medicinais, Fitoterapia, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Introdução: O uso de plantas medicinais é uma prática tradicional amplamente difundida, especialmente no Brasil, com relevância na Atenção Primária à Saúde (APS). O Coronopus didymus é amplamente utilizado na medicina popular devido às suas potenciais propriedades antiinflamatórias e antioxidantes. Apesar disso, a evidência científica que respalda seu uso terapêutico permanece limitada, exigindo uma análise crítica para integrar essas práticas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Avaliar a produção científica sobre Coronopus didymus (mastruço) entre 2003 e 2023, investigando evidências sobre suas propriedades terapêuticas e sua aplicabilidade no contexto da APS no Brasil. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática baseada em evidências nas bases PubMed, Embase e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Após a busca pelo termo “Coronopus didymus” e a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, 42 artigos foram analisados. Estudos repetidos, focados em aplicações não medicinais ou com outras plantas foram excluídos. As publicações analisaram dados in vitro, em modelos animais e em entrevistas populacionais. Resultados: Dos 42 artigos analisados, 14 preencheram os critérios finais. As atividades biológicas identificadas incluem propriedades antioxidantes (41,6%), anti-inflamatórias (16,6%), antiartríticas (16,6%), antifúngicas (8,3%), antipiréticas (8,3%), e antivirais (8,3%). Os compostos bioativos mais frequentes foram flavonoides, polifenóis, alcaloides e taninos. Alguns estudos pré-clínicos destacaram efeitos promissores, como ação hepatoprotetora, redução da glicose sanguínea e cicatrização de feridas. No entanto, não foram encontrados ensaios clínicos que avaliassem esses efeitos em humanos. Conclusões: Embora o Coronopus didymus seja amplamente utilizado na medicina tradicional, a falta de estudos clínicos robustos impede sua recomendação formal na APS. As evidências disponíveis são limitadas a estudos pré-clínicos, que sugerem potencial terapêutico em propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Há uma necessidade urgente de pesquisas que avaliem sua segurança, eficácia e toxicidade em humanos. Assim, o mastruço ainda carece de suporte científico suficiente para ser integrado ao SUS como alternativa terapêutica.

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Biografia do Autor

Giulia Ceconello de Aquino, Universidade de Caxias do Sul – Caxias do Sul (RS), Brasil

 

 

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Publicado

2026-03-16

Como Citar

1.
Tonett JG, Pedó FJ, Targa LV, Vergani M, Aquino GC de. Coronopus didymus (mastruço): uma revisão baseada em evidências para a Atenção Primária à Saúde. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 16º de março de 2026 [citado 2º de maio de 2026];21(48):1-10. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/4710

Edição

Seção

Artigos de Revisão Clínica

Plaudit