Reflexões sobre o papel das Secretarias Estaduais de Saúde na implementação e desenvolvimento da APS no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4728Palavras-chave:
Política, Descentralização, Gestão em saúde, Atenção primária à saúdeResumo
Este ensaio analítico-reflexivo examina os efeitos da municipalização da saúde, os desafios da regionalização e o papel das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. A Estratégia Saúde da Família consolidou-se como modelo central da APS, gerando avanços significativos em indicadores de saúde. No entanto, persistem desafios como desigualdade na oferta, carência de profissionais e fragilidades na gestão municipal. A maioria dos municípios, especialmente os de pequeno porte, demonstra limitações estruturais, financeiras e técnicas para garantir a integralidade do cuidado. O texto propõe maior protagonismo das SES, especialmente nas Comissões Intergestores Regionais (CIR), promovendo uma gestão colaborativa da APS e apoiando os municípios em temas como planejamento, formação profissional, infraestrutura e financiamento. Conclui-se que fortalecer a gestão regional é essencial para o avanço do SUS e pode gerar impactos positivos além da saúde, contribuindo para o desenvolvimento regional mais amplo.
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