Adesão a tratamento medicamentoso e terapias não farmacológicas no controle do diabetes mellitus tipo 2: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4875Palavras-chave:
Diabetes mellitus, Revisão de escopo, Cooperação do paciente, Saúde pública, AutocuidadoResumo
Introdução: O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) representa um dos principais desafios globais de saúde pública, exigindo estratégias terapêuticas contínuas que envolvam intervenções medicamentosas e não medicamentosas. A adesão ao tratamento é determinante para o controle glicêmico e a prevenção de complicações, mas ainda é comprometida por múltiplas barreiras. Objetivo: Mapear as evidências disponíveis sobre a adesão a tratamento medicamentoso e terapias não farmacológicas no controle do DM2, identificando fatores facilitadores, barreiras e lacunas de pesquisa. Métodos: Revisão de escopo conduzida com base nas diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) e Joanna Briggs Institute, registrada no Open Science Framework. Foram incluídos estudos publicados entre 2014 e 2024 nas bases PubMed/Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e ClinicalTrials.gov, nos idiomas português, espanhol e inglês. A busca combinou descritores relacionados a DM2, adesão, tratamento medicamentoso e terapias não farmacológicas. Foram considerados ensaios clínicos, estudos observacionais, revisões sistemáticas e coortes. A análise temática orientou a categorização dos resultados. Resultados: Foram incluídos 16 estudos. A síntese evidenciou 4 categorias principais: (I) barreiras à adesão, como polifarmácia, sintomas depressivos e resistência ao uso da insulina; (II) fatores facilitadores, como suporte social e estratégias de educação em saúde; (III) tecnologias digitais, como lembretes e aplicativos de autocuidado (relatados em menor número); e (IV) instrumentos de avaliação da adesão, como o Medication Adherence Test (MAT). Observou-se predominância de estudos brasileiros, ausência de padronização nos indicadores utilizados e escassez de investigações longitudinais. Conclusões: A adesão ao tratamento do DM2 continua sendo um fenômeno multifatorial, exigindo abordagens interdisciplinares. O uso de tecnologias pode ser promissor, mas ainda carece de validação e padronização. Intervenções baseadas em educação em saúde e apoio social demonstraram maior aplicabilidade. Futuras pesquisas devem explorar populações diversas e incluir indicadores consistentes, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que se refere ao acesso equitativo e à promoção do autocuidado
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