Barreiras de acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde: uma revisão de escopo da literatura nacional e internacional

Autores

  • Antônio Diego Costa Bezerra Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Fortaleza (CE), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2441-2961
  • Lucilane Maria Sales da Silva Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Fortaleza (CE), Brasil.
  • André Cardoso Tavares Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Fortaleza (CE), Brasil.
  • Cícera Jamille Caldas Rodrigues Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Fortaleza (CE), Brasil. https://orcid.org/0009-0008-8017-5148
  • Rayssa Veras Camelo Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Fortaleza (CE), Brasil.
  • Bianca Damasceno Queiroz Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Fortaleza (CE), Brasil.
  • Cristina Albuquerque Douberin Universidade Estadual do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Fortaleza (CE), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0023-0036

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)5087

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Acessibilidade aos serviços de saúde, Barreiras ao acesso aos cuidados de saúde

Resumo

A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui o eixo estruturante de sistemas de saúde equitativos e resolutivos, sendo a principal porta de entrada do cuidado. Entretanto, barreiras de acesso comprometem sua efetividade em diferentes contextos. Este estudo realizou uma revisão de escopo com o objetivo de mapear as barreiras de acesso aos serviços de APS na literatura nacional e internacional. O protocolo metodológico seguiu as diretrizes do Joanna Briggs Institute e o checklist PRISMA-ScR, abrangendo buscas realizadas em 25 de julho de 2025 nas bases MEDLINE/ PubMed, LILACS, SciELO, BDENF, Scopus, Web of Science, Embase, CINAHL e Google Scholar, além de literatura cinzenta. Foram incluídos estudos que abordaram barreiras relacionadas ao acesso de indivíduos ou populações à APS, sem restrição quanto ao ano de publicação ou idioma. Foram aceitas pesquisas primárias e secundárias, de caráter empírico, qualitativo, quantitativo ou de métodos mistos, de qualquer desenho metodológico. Ressalta-se que foram incluídos estudos realizados em contextos territoriais específicos, como áreas rurais, ribeirinhas e periféricas, desde que voltados à população geral. A síntese dos 13 estudos incluídos revelou sete categorias principais de barreiras: geográficas, organizacionais, financeiras, estruturais, socioculturais, comunicacionais e relacionais. Destacam-se dificuldades associadas ao transporte e à distância, escassez de profissionais, subfinanciamento, barreiras arquitetônicas, custos e desigualdades de gênero. O acesso à APS é multidimensional e depende de políticas integradas que articulem determinantes sociais, gestão intersetorial e fortalecimento da educação permanente, visando uma APS equitativa, acessível e coordenadora do cuidado.

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Publicado

2026-10-30

Como Citar

1.
Bezerra ADC, Silva LMS da, Tavares AC, Rodrigues CJC, Camelo RV, Queiroz BD, et al. Barreiras de acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde: uma revisão de escopo da literatura nacional e internacional. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 30º de outubro de 2026 [citado 31º de outubro de 2026];21(48):1-15. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/5087

Edição

Seção

Artigos de Revisão Clínica

Plaudit