Acne vulgar: diagnóstico e manejo pelo médico de família e comunidade

Ana Margarida Ferreira da Silva, Francisco Pinto da Costa, Margarida Moreira

Resumo


A acne vulgar é a doença cutânea mais frequente, afetando 85 a 100% da população em algum momento da vida; constituindo, por isso, um motivo frequente de consulta na atenção primária à saúde. Geralmente, tem início na puberdade, situando-se o pico de incidência entre os 14 e 17 anos nas adolescentes, e entre os 16 e 19 anos nos rapazes, sendo mais grave e prevalente no sexo masculino. Apesar de extensamente debatida, a acne vulgar requer uma atualização constante. Foi feita uma revisão das diretrizes clínicas, meta-análises e revisões sistemáticas publicadas nos últimos 15 anos, relacionadas à acne vulgar e seu tratamento. Esta patologia é normalmente dividida em três tipos clínicos: comedônica, pápulo-pustulosa e nódulo-cística. O diagnóstico é clínico, contudo outros diagnósticos diferenciais devem ser considerados. Das várias opções terapêuticas farmacológicas disponíveis, destacam-se os retinoides, os antimicrobianos e a terapêutica hormonal, cuja utilização deve ser ponderada, tendo-se em conta as suas indicações – tipo de acne e sua gravidade – e os seus efeitos colaterais. Assim, o médico de família e comunidade desempenha um papel de primeira linha na abordagem da acne vulgar, desde o diagnóstico à gestão das opções terapêuticas. 


Palavras-chave


Acne vulgar; Terapêutica; Atenção Primária à Saúde

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc9(30)754

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