Princípios Éticos e Prevenção Quaternária: é possível não proteger o exercício do princípio da autonomia?

  • Enrique Miguel Pizzanelli Báez Facultad de Medicina de la Universidad de la República (UDELAR). Unidad Docente Asistencial Rural de Florida, Florida
Palavras-chave: Programas de Rastreamento, Mamografia, Medicalização, Neoplasias da Mama, Autonomia Pessoal

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir os princípios éticos e a Prevenção Quaternária utilizando como exemplo a política adotada pelo governo uruguaio que, a partir de 2006, obriga o rastreamento para câncer de mama, por meio de mamografias obrigatórias a cada dois anos, para mulheres trabalhadoras na faixa etária entre 40 e 59 anos. Atualmente há uma controvérsia internacional sobre a pertinência dos programas de detecção precoce para câncer de mama e surgem autores e instituições alertando sobre a tensão entre o exercício individual da autonomia em um contexto que promove cada vez mais medicalização da vida. Neste contexto, é fundamental que os médicos de família utilizem uma abordagem individualizada que respeite a autonomia das pessoas.

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Biografia do Autor

Enrique Miguel Pizzanelli Báez, Facultad de Medicina de la Universidad de la República (UDELAR). Unidad Docente Asistencial Rural de Florida, Florida

Médico de Familia y Comunidad, trabajo en la Administracion de los Servicios de Salud del Estado como Director de la Red de Atención Primaria del departamento de Florida, Uruguay. Docente en la Unidad Docente Asistencial de Florida asociada al Departamento de Medicina Familiar y Comunitaria de la Facultad de Medicina de la Universidad de la República Oriental del Uruguay. Integrante del Grupo de Investigación PCAT.Uy. Secretario General de la Sociedad Uruguaya de Medicina Familiar y Comunitaria, miembro de CIMF-WONCA:

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Publicado
2013-12-27
Como Citar
Pizzanelli Báez, E. M. (2013). Princípios Éticos e Prevenção Quaternária: é possível não proteger o exercício do princípio da autonomia?. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 9(31), 169-173. https://doi.org/10.5712/rbmfc9(31)852
Seção
DEBATE