Perfil de internação de pacientes idosos acompanhados pelo programa de atenção primária suplementar no Vale do Aço/MG
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4074Palavras-chave:
Atenção primária à saúde, Envelhecimento, Fragilidade, HospitalizaçãoResumo
Introdução: A internação hospitalar em idosos pode ser um evento complexo e resultar em declínio funcional nestas pessoas. Assim, a Atenção Primária à Saúde (APS) ganha destaque pelo potencial de reduzir as internações ao intervir em condições sensíveis à atenção primária (CSAP), que são causa importante de hospitalizações. Objetivo: O objetivo deste estudo é descrever o perfil epidemiológico e sociodemográfico de internação de pacientes idosos acompanhados por um programa de atenção primária suplementar em 2019, avaliando internações por CSAP e Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), além de conhecer a prevalência de ICSAP e de internações categorizada pelo IVCF-20. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo que utiliza dados secundários por meio da coleta no banco de dados do sistema institucional. Foi realizada análise estatística, condizente com o estudo descritivo, obtendose porcentagens, média e desvio padrão (DP). Resultados: Da população alvo, 1.838 idosos estiveram internados em 2019, com composição majoritária de pacientes do sexo feminino (53,2%) e idade média de 72,41 anos. Ao todo, foram contabilizados registros de 2.607 internações, com predomínio por doenças cardiovasculares. Das internações, 27,3% foram por CSAP, com destaque para pneumonias bacterianas. Com relação ao IVCF-20, metade da amostra apresentou baixa vulnerabilidade, 34% média vulnerabilidade e 16% alta vulnerabilidade. Cerca de metade (51%) dos idosos com 80 anos ou mais apresentaram alta vulnerabilidade clínico-funcional, assim como 57% dentre os que tiveram três internações ou mais no período analisado também tinham tal classificação. Conclusão: Concluiu-se que o perfil sociodemográfico e epidemiológico foi semelhante ao encontrado na literatura, ao passo que a taxa de internações por CSAP foi menor do que a descrita no âmbito do Sistema Único de Saúde. Conhecer as características e prevalências de internação da população idosa pode auxiliar e nortear o planejamento dos cuidados e a abordagem a ser realizada com cada indivíduo no escopo da atenção primária, de acordo com o resultado.
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