O discurso sobre os riscos relacionados às plantas medicinais na medicina popular

Autores/as

  • Julino Assunção Rodrigues Soares Neto Universidade Federal de São Paulo – Depto. deMedicina Preventiva Centro de Estudos Etnobotânicos e Etnofarmacológicos (CEE), ²Universidade Bandeirante.
  • José Carlos Fernandes Galduróz Universidade Federal de São Paulo – Depto. deMedicina Preventiva Centro de Estudos Etnobotânicos e Etnofarmacológicos (CEE), ²Universidade Bandeirante.
  • Luis Carlos Marques Universidade Federal de São Paulo – Depto. deMedicina Preventiva Centro de Estudos Etnobotânicos e Etnofarmacológicos (CEE), ²Universidade Bandeirante.
  • Eliana Rodrigues Universidade Federal de São Paulo – Depto. deMedicina Preventiva Centro de Estudos Etnobotânicos e Etnofarmacológicos (CEE), ²Universidade Bandeirante.

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc7(1)607

Palabras clave:

Etnofarmacologia, Plantas Medicinais, Medicina Popular, Farmacovigilância

Resumen

Introdução: Na medicina popular as plantas medicinais são utilizadas dentro de um contexto cultural e histórico, portanto, possuem suas representações simbólicas e um sistema teórico de explicação do processo de saúde/doença e na caracterização das enfermidades e dos doentes (araujo, 2002). Objetivos:Investigar o relato de queixas (reações adversas) ou satisfação no consumo de plantas medicinais (PMs), relatadas por consumidores em um ponto de comércio de PMs no município de diadema, sp. método: por meio de métodos e técnicas da etnografia (observação participante e entrevistas semi-estruturadas), aplicou-se uma ficha de dados para o registro das queixas ou satisfação no consumo de PMs em um tradicional ponto de comércio popular “casa de ervas” de diadema (Soares Neto, 2009). Os consumidores foram abordados aleatoriamente durante a compra das PMs. Resultados: Foram realizadas 100 entrevistas, das quais apenas cinco relataram queixas relacionadas ao consumo de PMs. A grande maioria dos relatos foi de satisfação com o uso de plantas medicinais. Alguns dos entrevistados diziam que tinham feito pouco uso das PM, mas com as informações dos benefícios vistos na televisão ou indicação de amigos e familiares sentiram-se motivados em consumi-las. Algumas das justificativas favoráveis mais marcantes foram: i) sempre usei plantas medicinais, e tem que acostumar as crianças desde pequenas. sempre tive resultados satisfatórios, e só vou ao médico quando não tem outro jeito. o remédio de farmácia ajuda por um lado, mas faz mal pelo outro”. ii)faço pouco uso de plantas medicinais, e sempre fez o efeito esperado; os médicos mandam usar”. iii)sempre uso plantas medicinais e também medicamentos, mas acho melhor usar planta medicinal; a gente confia que faz o efeito esperado”.iv)um amigo indicou. nunca faz mal; meu avô fazia”.Conclusão: mesmo sendo uma área urbana, os resultados mostram a importância terapêutica e cultural das PMs e da medicina popular. Nesse contexto, podemos utilizar o conceito de risco das ciências sociais: “o risco não como um ‘fato’ a ser compreendido, quantificado e gerenciado, mas como uma coisa construída socialmente” (de seta et al., 2006), portanto um campo para ações educacionais. Desta forma, é preciso desenvolver programas diferenciados junto à população e profissionais da saúde na construção de um diálogo entre os saberes sobre saúde, doença,PMs, medicamentos e da importância de comunicar casos de suspeitas de reações adversas por PMs.

Descargas

Métricas

Visualizações em PDF
3,823
Jul 2012Jan 2013Jul 2013Jan 2014Jul 2014Jan 2015Jul 2015Jan 2016Jul 2016Jan 2017Jul 2017Jan 2018Jul 2018Jan 2019Jul 2019Jan 2020Jul 2020Jan 2021Jul 2021Jan 2022Jul 2022Jan 2023Jul 2023Jan 2024Jul 2024Jan 2025Jul 2025Jan 2026125
|

Publicado

2012-06-22

Cómo citar

1.
Soares Neto JAR, Galduróz JCF, Marques LC, Rodrigues E. O discurso sobre os riscos relacionados às plantas medicinais na medicina popular. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 22 de junio de 2012 [citado 4 de abril de 2025];7(1):60. Disponible en: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/607

Plaudit