Análise do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares na população atendida em uma unidade básica de saúde do meio-oeste de Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4538Palavras-chave:
Doenças cardiovasculares, Hipertensão, Fatores de riscoResumo
Introdução: Doenças cardiovasculares são as principais causas globais de morte, e são associadas a fatores modificáveis como hipertensão, diabetes, tabagismo e dislipidemia. Objetivo: Este estudo buscou analisar a prevalência de alto risco cardiovascular em indivíduos de 30 a 74 anos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Santa Catarina. Métodos: Do total de prontuários, foram selecionados os de 350 pacientes (235 mulheres, 115 homens) para a aplicação do Escore de Framingham. Resultados: Os resultados revelaram que 40% dos homens e 15% das mulheres apresentavam alto risco cardiovascular. Os principais fatores de risco identificados foram diabetes mellitus, uso de medicamento para hipertensão arterial sistêmica (HAS) e idade. A hipertensão esteve presente em 53,14% dos pacientes, enquanto 40,54% eram tabagistas. Entre os diabéticos, 70,96% dos homens e 50,8% das mulheres apresentaram alto risco cardiovascular. O colesterol total impactou o risco cardiovascular, sendo mais alto nas mulheres. Conclusões: Conclui-se que diversos fatores contribuem para o risco cardiovascular, incluindo idade, pressão arterial, colesterol total, lipoproteína de alta densidade (HDL), medicação anti-hipertensiva e tabagismo, sendo tal risco resultado da interação de múltiplos fatores de risco. Destacam-se como os mais relevantes diabetes, medicação anti-hipertensiva e idade. Aumentos no HDL indicam redução do risco, especialmente entre mulheres. Por outro lado, o aumento do colesterol total teve maior influência no risco cardiovascular no sexo feminino, enquanto o tabagismo foi mais significativo no sexo masculino.
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