Atenção domiciliar e reinternações

Autores

  • Luísa Nakashima Pereira1 Associação Hospitalar Vila Nova – Porto Alegre (RS), Brasil https://orcid.org/0009-0004-2489-7606
  • Felipe Sperotto Peruzzo Associação Hospitalar Vila Nova – Porto Alegre (RS), Brasil https://orcid.org/0009-0000-0999-9699
  • Konrad Gutterres Soares Grupo Hospitalar Conceição – Porto Alegre (RS), Brasil https://orcid.org/0000-0002-5361-9419
  • Raquel Jeanty de Seixas Mestriner Grupo Hospitalar Conceição – Porto Alegre (RS), Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4524

Palavras-chave:

Serviços de assistência domiciliar, Readmissão do paciente, Continuidade da assistência ao paciente

Resumo

Introdução: Introdução. As mudanças decorrentes da transição demográfica e epidemiológica, com consequente aumento da expectativa de vida e da prevalência de doenças crônico-degenerativas não transmissíveis, suscitam a necessidade do desenvolvimento e da implementação de políticas públicas. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Atenção Domiciliar (AD) configura-se como uma modalidade de atenção à saúde de caráter substitutivo ou complementar, composta por ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação realizadas no domicílio, assegurando a continuidade do cuidado e sua integração às redes de atenção à saúde. Entre suas atribuições, destaca-se a contribuição para a redução de reinternações hospitalares. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi identificar as reinternações dos pacientes acompanhados por um Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) no período de junho de 2022 a maio de 2023, caracterizandoas quanto a causa e tempo de acompanhamento, além de definir a taxa de reinternação hospitalar do SAD e analisar o perfil socioepidemiológico dos pacientes que reinternaram. Métodos: Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, em que foram revisados os prontuários e banco de dados do serviço em busca dos objetivos descritos acima. Resultados: Entre os principais achados do estudo, numa amostra de 300 reinternações, em um total de 2.713 pacientes (taxa de reinternação de 11,06%), destacaram-se como as principais causas: infecciosas (128), neoplásicas (38) e sintomas não definidos (34). As demais causas foram menos representativas. O tempo médio de acompanhamento pelo SAD até a reinternação foi de 25 dias. Vinte e seis (8,67%) aconteceram com menos de 48h de acompanhamento. Conclusões: O estudo amplia o entendimento sobre o perfil dos pacientes acompanhados por um SAD que evoluem para reinternação. A identificação das comorbidades associadas a essas reinternações – muitas delas relacionadas a condições sensíveis à Atenção Primária – gera potencial de intervenções capazes de fortalecer o cuidado no domicílio e reduzir a ocorrência de hospitalizações potencialmente evitáveis.

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

1.
Pereira1 LN, Peruzzo FS, Soares KG, Mestriner RJ de S. Atenção domiciliar e reinternações. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 19º de maio de 2026 [citado 20º de maio de 2026];21(48):1-12. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/4524

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa

Plaudit