Risco psicossocial nas equipes de Estratégia Saúde da Família
DOI:
https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)3779Palavras-chave:
Estresse psicológico, Saúde do trabalhador, Estresse ocupacional, Estratégia Saúde da FamíliaResumo
Introdução: O risco psicossocial e suas consequências, que seriam o estresse, a violência no trabalho e o assédio, estão inter-relacionados e comprometem a saúde, a segurança e o bemestar dos trabalhadores em geral, assim como de sua família. Objetivo: Analisar os fatores de risco psicossocial dos trabalhadores das equipes de Estratégia Saúde da Família de um município do estado de São Paulo. Método: Foi aplicado o instrumento Health Safety Executive – Indicator Tool, validado e com adaptação transcultural para o português do Brasil, com o questionário de caracterização pessoal dos trabalhadores das 14 unidades de Estratégia de Saúde da Família no período de maio a julho de 2022, durante a pandemia da covid-19, quando a mobilidade da população já havia voltado ao normal em meio a problemas políticos e econômicos. Resultados: Do total de 270 trabalhadores, 126 responderam ao questionário, sendo 64 agentes comunitários de saúde, 6 coordenadores, 26 enfermeiros, 11 médicos, 4 odontologistas, 14 técnicos de enfermagem e 1 técnico de saúde bucal. A percepção de risco dos respondentes em relação ao apoio de colegas e chefia ficou entre 10% e 11,45%. Em relação a controle, 22,34%; comunicação e mudanças, 17,64%; demandas, 20,76%; e relacionamentos, 13,65%. Constatou-se que, estatisticamente, houve significância relacionada à função nas questões relacionadas a trabalho, pausas, sugestões e respeito dos colegas. Conclusões: Os resultados indicam que medidas de melhoria no processo e na estrutura de trabalho devem ser tomadas para que o quadro não se agrave, comprometendo a saúde do trabalhador e a qualidade da assistência à população.
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