A percepção dos profissionais da Atenção Primária à Saúde sobre o horário estendido nos Centros de Saúde de Florianópolis (SC), Brasil

Autores

  • João Lucas Minghelli Becker Escola de Saúde Pública de Florianópolis, Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade de Florianópolis – Florianópolis (SC), Brasil https://orcid.org/0009-0007-5577-5734
  • Guilherme Reikdal Kallaur Escola de Saúde Pública de Florianópolis, Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade de Florianópolis – Florianópolis (SC), Brasil
  • Danusa Graeff Chagas Pinto Escola de Saúde Pública de Florianópolis, Equipe técnica da Gerência de Atenção Primária de Florianópolis – Florianópolis (SC), Brasil
  • Mayara Floss Escola de Saúde Pública de Florianópolis, Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade de Florianópolis – Florianópolis (SC), Brasil https://orcid.org/0000-0003-0926-1306

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc21(48)4521

Palavras-chave:

Acesso à Atenção Primária, Atenção Primária à Saúde, Sistema Único de Saúde, Saúde da Família

Resumo

Introdução: O aumento do horário de atendimento, ou horário estendido, nas Unidades de Saúde da Família surgiu como uma proposta de ampliação do acesso — um dos princípios da Atenção Primária à Saúde (APS). O município de Florianópolis–SC ampliou o número de Centros de Saúde com horário estendido, sobretudo a partir de 2019, incentivado pelo programa Saúde na Hora. Hoje, grande parte dos Centros de Saúde desse município opera das 7h–19h, trazendo mudanças na dinâmica dessas unidades e no cotidiano de quem trabalha nelas. Objetivo: Pesquisar a experiência dos trabalhadores da APS em Florianópolis em relação ao horário estendido e como isso afeta a dinâmica das Equipes de Saúde da Família. Métodos: Adotou-se o delineamento exploratório-descritivo com abordagem qualitativa e análise temática. Foram conduzidas 12 entrevistas semiestruturadas com profissionais de saúde. A entrevista consistiu em sete questões disparadoras abertas, com o objetivo de entender de que forma ocorreu a mudança para o horário estendido e como essa mudança impactou o processo de trabalho. Após as entrevistas, realizaram se as transcrições e a posterior análise dos dados. A análise foi conduzida por meio de cinco fases distintas e complementares: compilação, decomposição, recomposição, interpretação e conclusão. Resultados: Foram entrevistados cinco médicos, quatro enfermeiras e três técnicos de enfermagem, englobando profissionais dos quatro distritos sanitários de Florianópolis: Norte, Sul, Centro e Continente. Com base nas respostas mais prevalentes das entrevistas, elaborou-se um diagrama dividido em três temas: “gestão, infraestrutura e recursos humanos”; “acesso e cuidado” e “trabalhadores”, e subdividido em desafios e potencialidades. Conclusões: O horário estendido é uma possível estratégia para ampliação do acesso. Neste estudo, buscou-se identificar de que forma isso está ocorrendo e como está impactando o dia a dia dos profissionais em Florianópolis. Embora tenham sido apontadas potencialidades, como flexibilidade de horários, melhor divisão do espaço físico e maior acesso a medicamentos, também surgiram desafios, como sobrecarga dos profissionais, fragmentação do cuidado e perda de sensação de equipe. Assim, a atual implementação do horário estendido deve ser estruturada pensando em modelos que não afetem princípios como longitudinalidade e integralidade, e com os recursos humanos necessários, para não comprometer a saúde do trabalhador e outros princípios da APS.

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Biografia do Autor

Mayara Floss, Escola de Saúde Pública de Florianópolis, Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade de Florianópolis – Florianópolis (SC), Brasil

Acadêmica do curso de medicina da Universidade Federal de Rio Grande.

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Publicado

2026-09-30

Como Citar

1.
Becker JLM, Kallaur GR, Pinto DGC, Floss M. A percepção dos profissionais da Atenção Primária à Saúde sobre o horário estendido nos Centros de Saúde de Florianópolis (SC), Brasil. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 30º de setembro de 2026 [citado 1º de outubro de 2026];21(48):1-11. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/4521

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa

Plaudit