Avaliação da acuidade visual em escolares no município de Herval d’Oeste, Santa Catarina, Brasil

Rafaela Santini de Oliveira, Alisson Vinicius Parizotto, Mariane Fahrerr Caleffi, Caroline Beal, William Shi Seng Yeh, Maria do Carmo Vicensi

Resumo


Objetivos: Avaliar a acuidade visual por meio da aplicação de um teste de triagem, identificar a prevalência de baixa visão e providenciar o seu manejo adequado. Métodos: Estudo quantitativo e transversal, no qual foram avaliados escolares de 1ª a 5ª série do ensino fundamental de duas escolas municipais de Herval d’Oeste-SC, no segundo semestre de 2011, por meio da aplicação de um questionário com as variáveis: sexo, idade, uso prévio de óculos, percepção da própria visão e pela aplicação do Teste de Snellen para levantar medidas de acuidade visual (AV). Os alunos que apresentaram AV <0,7 e sinais e sintomas de alteração ocular foram encaminhados para exame oftalmológico. Resultados: A amostragem foi de 318 alunos: 158 (49,6%) do sexo masculino e 160 (50,3%) do sexo feminino, com idade entre 5 e 15 anos. Desses, 30 alunos apresentaram baixa acuidade visual e foram encaminhados ao atendimento oftalmológico, sendo que 24 crianças compareceram às consultas oftalmológicas e, destas, 19 (79,16%) necessitaram de correção óptica. Os diagnósticos mais prevalentes foram: astigmatismo, hipermetropia e miopia. Conclusão: A detecção da baixa visão na população escolar por meio de testes de triagem é importante tarefa de promoção da saúde e estratégia eficaz à prevenção de distúrbios visuais, os quais podem interferir no desenvolvimento intelectual, psicológico e social. Deve-se considerar a efetiva implantação dos programas e ações de promoção da saúde por meio da integração entre saúde, educação e comunidade.


Palavras-chave


Acuidade Visual; Saúde Escolar; Oftalmologia

Texto completo:

PDF/A

Referências


Brasil. Ministério da Saúde; Ministério da Educação. Projeto Olhar Brasil. Triagem de acuidade visual: manual de orientação. Brasília; 2008 [on line] [acesso em 2012 Abr 10]. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_projeto_olhar_brasil.pdf

Fissmer LEW, Lima GC, Netto AA, Corrêa M, Auwaerter GA, Fissmer JFW. Avaliação da acuidade visual de alunos do ensino fundamental de uma escola da rede pública de Tubarão-SC. Arq Catarinense Med. 2005; 34(1): 15-9.

Granzoto JA, Ostermann CSPE, Brum LF, Pereira PG, Granzoto T. Avaliação da acuidade visual em escolares da 1a série do ensino fundamental. Arq Bras Oftalmol. 2003; 66: 167-171. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492003000200010

Prechtl H, Cioni G, Einspieler C, Bos AF, Ferrari F. Role of vision on early motor development: lessons for the blind. Dev Med Child Neurol. 2001; 43(3): 198-201.

Armond JE, Temporini ER, Alves MR. Promoção da saúde ocular na escola: percepções de professores sobre erros de refração. Arq Bras Oftalmol. 2001; 64: [online] [acesso em 2012 Abr 4]. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492001000500005

Brasil. Ministério da Educação. Portaria Interministerial nº 1.802, de 26 de agosto de 2008. Institui o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde – PET-Saúde. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, ago. 2008.

Zapparoli M, Klein F, Moreira H. Avaliação da acuidade visual Snellen. Arq Bras Oftalmol. 2009; 72(6): 783-88. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492009000600008

Bicas H. Acuidade visual. Medidas e notações. Arq Bras Oftalmol. 2002; 65: 375-84: http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492002000300019

Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, out. 1996.

Madeira LT. A importância da visão na aprendizagem. [acesso em 2013 fev 5]. Disponível em: http://www.levimadeira.com.br/?s=a+import%C3%A2ncia+da+vis%C3%A3o+na+aprendizagem&x=0&y=0

Netto AA, Oechsler RA. Avaliação da Acuidade Visual de Alunos do Primeiro Grau de Uma Escola Municipal de Florianópolis. Arq Catarinense Med. 2003; 32(1): 15-9.

Podhye AS, Khandekar R, Dhasmadhikari S, Dole k, Gogate D, Deshpande M. Prevalence of uncorrected refractive error and other eye problems among urban and rural school children. Middle East Afr J Ophthalmol. 2009 Apr-Jun; 16(2) [on line] [acesso em 2012 Jul 4]. http://dx.doi.org/10.4103/0974-9233.53864

Vitale S, Cotch MF, Sperduto RD. Prevalence of visual impairment in the United States. JAMA 2006 May 10; 295(18): 2158-63 [on line] [acesso em: 2012 Abr 4]. Disponível em: http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=202836

Lopes GJA, Casella AMB, Chui CA. Prevalência de acuidade visual reduzida nos alunos da primeira série do ensino fundamental das redes pública estadual e privada de Londrina-PR, no ano de 2000. Arq Bras Oftalmol 2002;65: 659-64. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492002000600012

Zanoni LZ, Biberg-Salum TG, Consolo CEZ, Espindola YD. Prevalencia da baixa acuidade visual em alunos do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola pública. Rev AMRIGS. 2002; 54: 19-24.

Oliveira RCS, Kara-José N, Sampaio MW. Entendendo a baixa visão: orientação aos professores. Brasília: MEC/SEESP; 2000.

Gianini RJ, Masi E, Coelho EC, Oréfice FR, Moraes RA. Prevalência de baixa acuidade visual em escolares da rede pública, Sorocaba. Rev Saúde Pública. 2004; 38(2): 201-208. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102004000200008

Kara-José N, Alves MR. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças. In: Kara-José NR, Alves MR. O olho e a visão. Petrópolis: Vozes, 1995. p. 79-84.




DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc8(28)544

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2014 Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade



 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia